A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço!

Martinho Lutero

01/05/2009

Ruptura de plataforma vai fazer subir nível do mar!




por ANA BELA FERREIRA

A ponte que ligava a Plataforma de Wilkins à Antárctida cedeu e abriu o caminho para glaciares chegarem à água. Um fenómeno que segundo os especialistas vai fazer subir o nível do mar e que aconteceu mais depressa do que estava previsto. Esta é a mais recente catástrofe de grandes dimensões atribuida ao aquecimento global.

As consequências do aquecimento global estão a verificar-se mais depressa do que os cientistas esperavam. O colapso, no domingo, da ponte de gelo que ligava a Plataforma de Wilkins à Antárctida e o consequente aumento do nível do mar são exemplo disso.

"Este colapso aconteceu mais depressa do que era esperado e é mais grave porque a plataforma se encontrava na parte mais fria da Antárctida", explica o geógrafo Gonçalo Vieira.

O especialista da Universidade de Lisboa acrescenta que com a ruptura, deixa de existir a barreira que impedia o acesso dos glaciares terrestres ao mar, levando assim à subida do nível das águas. Ou seja, "agora o gelo flui mais rapidamente para o mar provocando a subida do seu nível", conclui.

Gonçalo Vieira alerta que "o aumento das temperaturas nos últimos anos tem acelerado a degradação das plataformas, aumentando a velocidade de deslocação para o mar dos glaciares". E isto é "preocupante", garante o geógrafo.

Embora neste momento a comunidade científica tenha "mais dúvidas que certezas", certo é que "o Homem está a contribuir para o aquecimento global", assegura o especialista. E a tendência é para que o aquecimento do planeta continue, independentemente das medidas que possam ser tomadas de imediato.

Gonçalo Vieira, que já esteve na Antárctida, garante que apesar da redução de gelo, "grande parte do continente está estável".

Uma visão menos alarmista tem o geógrafo da Universidade de Coimbra, Lúcio Cunha. "Acredito que 90% destes fenómenos são naturais e ligar as oscilações naturais que acontecem na Terra ao aquecimento global pode ser exagerado", refere.

O professor universitário lembra que "nem toda a Antárctida está a perder gelo. Existe uma parte que está a ganhar e não me parece que o balanço seja de perda de gelo", sublinha.

Lúcio Cunha diz que "não podemos dizer que uma parte está a ganhar gelo de forma natural e outra está a perder por acção do Homem". Assim, defende que são "precisos mais estudos e conclusões mais concretas".

O geógrafo admite, no entanto, que "temos de nos precaver e parar de poluir e reduzir o consumo de combustíveis fósseis". Até porque, existem sinais da Terra que devemos interpretar com cautela, frisa.

Certo é que a queda da ponte de gelo era esperada, mas não para já. A estrutura tinha quase 100 quilómetros em 1950 e desde a década de 1990 vinha progressivamente a perder tamanho.

Agora à deriva a plataforma de Wilkins, com uma dimensão igual à da Jamaica, vai flutuar pelo oeste do pólo. A acompanhar o percurso da plataforma de perto vai estar uma equipa de investigadores.

28/04/2009

A Caixa de Skinner




Por Richard Dawkins, texto composto de fragmentos extraídos do livro Desvendando o Arco-Iris,original em Sociedade dos Cientistas Mortos!



A nossa inclinação a descobrir significado e padrão na coincidência, quer haja um verdadeiro significado, quer não, faz parte de uma tendência mais geral de procurar padrões. Essa tendência é louvável e útil. Muitos eventos e características no mundo são realmente padronizados de uma forma não aleatória, sendo proveitoso para nós, e para os animais em geral, detectar esses padrões. A dificuldade é navegar entre detectar um padrão aparente onde não existe nenhum, e não detectar o padrão onde ele existe. Em grande parte, a ciência da estatística diz respeito a saber orientar-se nessa difícil rota. Todavia, muito antes que os modernos métodos estatísticos fossem formalizados, os humanos e até outros animais eram estatísticos intuitivos bastante bons. Entretanto, é fácil cometer erros em ambas as direções.

Não somos os únicos animais a procurar padrões estatísticos de não-aleatoriedade na natureza, e não somos os únicos animais a cometer erros do tipo que poderia ser chamado de supersticioso. Esses dois fatos são claramente demonstrados no aparelho chamado caixa de Skinner, em referência ao famoso psicólogo americano B. F. Skinner. Uma caixa de Skinner é um equipamento simples, mas versátil, para estudar geralmente a psicologia de um rato ou de uma pomba. É uma caixa com uma chave ou chaves introduzidas numa das paredes, as quais a pomba (por exemplo) pode operar dando bicadas. Há também um aparelho de alimentação (ou de recompensas) que é eletricamente operado. Os dois estão conectados de tal modo que a bicada da pomba tem alguma influência sobre o aparelho de alimentação. No caso mais simples, toda vez que a pomba dá uma bicada na chave, ela ganha comida. As pombas aprendem rapidamente a tarefa. O mesmo acontece com ratos e, em caixas de Skinner reforçadas e adequadamente aumentadas, com os porcos.

Sabemos que a ligação causal entre a bicada na chave e a alimentação é gerada por um aparelho elétrico, mas a pomba não sabe. No que diz respeito à pomba, dar uma bicada na chave bem que poderia ser uma dança da chuva. Além disso, a ligação pode ser um elo estatístico bem fraco. O aparelho pode ser preparado para que, em vez de cada bicada ser recompensada, apenas uma em dez bicadas receba recompensas. Isso pode significar literalmente a cada dez bicadas. Ou, com um arranjo diferente do aparelho, pode significar que em média uma em dez bicadas recebe recompensas, mas em qualquer dada ocasião o número exato de bicadas exigido é determinado aleatoriamente. Ou talvez haja um relógio que determina o décimo de tempo, em média, em que uma bicada vai conseguir recompensas, contudo é impossível dizer qual será esse décimo de tempo. As pombas e os ratos aprendem a pressionar chaves mesmo que, em nossa opinião, fosse preciso ser um bom estatístico para detectar a relação entre causa e efeito. Podem ser treinados para um programa em que apenas uma proporção muito pequena de bicadas seja recompensada. É interessante observar que os hábitos aprendidos quando as bicadas são apenas ocasionalmente recompensadas apresentam maior duração que os hábitos aprendidos quando todas as bicadas são recompensadas: a pomba é desencorajada menos rapidamente quando o mecanismo de recompensas é totalmente desligado. Isso faz sentido intuitivamente, se pensarmos a respeito.

As pombas e os ratos são, portanto, estatísticos muito bons, capazes de captar tênues leis estatísticas de padrões no seu mundo. É presumível que essa capacidade lhes traga vantagens na natureza, assim como na caixa de Skinner. As ações de um animal selvagem não raro são seguidas por recompensas, punições ou outros acontecimentos importantes. A relação entre causa e efeito freqüentemente não é absoluta, e sim estatística. Se um maçarico-de-bico-torto sonda a lama com seu bico longo e curvo, há uma certa probabilidade de que vá pegar uma minhoca. A relação entre os eventos de sondagem e os de encontrar minhocas é estatística, mas real. Toda uma escola de pesquisa sobre animais tem se desenvolvido em torno da assim chamada Teoria da Forragem Ótima (Optimal Foraging Theory). Os pássaros selvagens demonstram ter capacidades bastante sofisticadas de avaliar, estatisticamente, a relativa riqueza em alimentos de diferentes áreas e de dividir o seu tempo entre as áreas de acordo com essa avaliação.

De volta ao laboratório, Skinner fundou uma grande escola de pesquisa usando caixas de Skinner para todos os tipos de finalidades detalhadas. Depois, em 1948, ele tentou uma genial variante da técnica padrão. Cortou completamente o elo causal entre o comportamento e a recompensa. Preparou o aparelho para recompensar a pomba de tempos em tempos, não importava o que o pássaro fizesse. Agora, o que os pássaros precisavam realmente fazer era só pousar e esperar a recompensa. Mas na realidade, não foi isso o que fizeram. Pelo contrário, em seis dentre oito casos, eles desenvolveram - exatamente como se estivessem aprendendo um hábito recompensado - o que Skinner chamou de comportamento supersticioso. Em que isso precisamente consistia, variava de pomba para pomba. Um dos pássaros girava como um pião, dando duas ou três voltas no sentido anti-horário, no intervalo entre as recompensas. Outro pássaro repetidamente lançava a cabeça na direção de um determinado canto no alto da caixa. Um terceiro exibia um comportamento de atirar-se para o alto, como se estivesse levantando uma cortina invisível com a cabeça. Dois deles desenvolveram independentemente o hábito rítmico do "balanço do pêndulo", oscilando a cabeça e o corpo de um lado para o outro. Eventualmente, este último hábito deve ter se assemelhado bastante à dança de namoro de algumas aves-do-paraíso. Skinner usou a palavra superstição porque os pássaros se comportavam como se achassem que o seu movimento habitual tivesse uma influência causal sobre o mecanismo de recompensa, quando na verdade isso não ocorria. Era o equivalente da dança da chuva para as pombas.

Um hábito supersticioso, uma vez estabelecido, podia persistir por horas, muito tempo depois de o mecanismo de recompensa ter sido desligado. Entretanto, os hábitos não persistiam inalterados na forma. Num caso típico, o hábito supersticioso da pomba começou como um movimento brusco da cabeça da posição do meio para a esquerda. Com o passar do tempo, o movimento se tornou mais enérgico. Por fim, todo o corpo se movia na mesma direção, e as patas davam um ou dois passos para o lado. Depois de muitas horas de "variação topográfica", esses passos para a esquerda se tornaram a característica predominante do hábito. Os próprios hábitos supersticiosos podem ter se derivado do repertório natural da espécie, mas ainda é justo afirmar que executá-los nesse contexto, e executá-los repetidas vezes, não é natural para as pombas.

As pombas supersticiosas de Skinner estavam se comportando como estatísticos, mas estatísticos que tinham chegado à conclusões errôneas. Estavam alertas à possibilidade de ligações entre os acontecimentos no seu mundo, especialmente entre as recompensas que desejavam e as ações que tinham capacidade de empreender. Um hábito, como impelir a cabeça para o alto num canto da gaiola, começou por acaso. O pássaro realizava esse movimento minutos antes de o mecanismo de recompensa entrar em ação. É bastante compreensível que o pássaro tenha desenvolvido a hipótese expeculativa de que havia uma ligação entre os dois acontecimentos. Por isso, impeliu a cabeça para o canto mais uma vez. Sem dúvida, pela sorte do mecanismo de sincronização de Skinner, a recompensa apareceu de novo. Se o pássaro tivesse tentado o experimento de não impelir a cabeça para o canto, teria descoberto que receberia recompensa de qualquer modo. Mas teria sido necessário um estatístico melhor e mais cético do que muitos de nós, humanos, para tentar esse experimento.

Skinner compara as pombas com apostadores humanos que desenvolvem pequenos "tiques" da sorte ao jogar cartas. Esse tipo de comportamento é também um espetáculo familiar em uma pista de bocha. Depois que a bola grande de madeira deixou a mão do jogador, não há nada mais que ele possa fazer para estimulá-la a se mover em direção ao bolim, a bola-alvo. Ainda assim, jogadores experientes quase sempre correm atrás da bola de madeira, freqüentemente ainda na posição inclinada, torcendo e virando o corpo como se para dar instruções desesperadas à bola, agora indiferente, e muitas vezes repetindo palavras vãs de encorajamento. Uma máquina caça-níqueis em Las Vegas é nada mais que, nada menos, que uma caixa de Skinner. "Dar uma bicada na chave" não é representado apenas pelo ato de puxar a alavanca, mas também é claro, pelo de colocar dinheiro na fenda. É realmente um jogo de tolos, pois sabe-se que as probabilidades estão arrumadas a favor do cassino -- de que outro modo o cassino conseguiria pagar suas imensas contas de eletricidade? É determinado aleatoriamente se um dado puxão na alavanca vai produzir a sorte grande ou não. Uma receita perfeita para hábitos supersticiosos. Sem dúvida, observando jogadores aficionados de Las Vegas, vêem-se movimentos que lembram muito as pombas supersticiosas de Skinner. Alguns falam com a máquina. Outros lhe fazem sinais engraçados com os dedos, acariciam-na ou lhe dão palmadinhas com as mãos. Certa vez lhe deram palmadinhas, e ganharam a sorte grande, e disso jamais se esqueceram. Tenho observado aficionados de computador, impacientes à espera da resposta do servidor, comportando-se de modo semelhante, por exemplo, batendo no terminal com os nós dos dedos.

Como podemos saber quais são os padrões aparentes genuínos, e quais os aleatórios e sem significado? Existem métodos, e eles pertencem à ciência e ao projeto experimental.

Um erro chamado de "falso negativo", consiste em deixar de detectar um efeito quando ele realmente existe. Um erro "falso positivo", ao contrário, consiste em concluir que algo está realmente acontecendo, quando na verdade não existe nada senão aleatoriedade.

As pombas supersticiosas de Skinner cometiam erros falsos positivos. Não havia nenhum padrão em seu mundo que ligasse verdadeiramente as suas ações aos resultados do mecanismo de recompensa. Mas elas se comportavam como se tivessem detectado esse padrão. Uma pomba "achava" (ou se comportava como se achasse) que dar passos para a esquerda faria funcionar o mecanismo de recompensa. Outra "achava" que atirar a cabeça para um canto tinha o mesmo efeito benéfico. As duas estavam cometendo erros falso positivos. Um erro falso negativo é cometido por uma pomba que nunca percebe que dar uma bicada na chave produz alimentos se a luz vermelha estiver acesa, mas que uma bicada com a luz azul acesa causa uma punição, desligando o mecanismo por dez minutos. Há um padrão esperando por ser detectado no pequeno mundo da caixa de Skinner, porém nossa pomba não o detecta.

Um erro falso negativo é cometido por um agricultor que deixa de perceber que há no mundo um padrão relativo a adubar um campo para a subseqüente colheita daquele campo. Um erro falso positivo é cometido por um agricultor que pensa provocar chuva, oferecendo sacrifícios aos deuses. Na verdade, não há nenhum padrão no seu mundo, mas ele não descobre esse dado da realidade e persiste nos seus sacrifícios inúteis e devastadores. De vez em quando, por acaso chuvas se seguem a rituais, e esses raros lances de sorte ficam gravados na memória. Quando o ritual não é seguido por chuva, assume-se que algum detalhe deu errado na cerimônia, ou que os deuses estão zangados por alguma outra razão: é sempre fácil encontrar uma desculpa bastante plausível.

O TRONO, O HOMEM, O CORDEIRO E O SENTIDO DA VIDA!






Por Caio Fabio


Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

Quando esses Seres Viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no Trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os Vinte e Quatro Anciãos prostrar-se-ão diante Daquele que se encontra sentado no Trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.

Vi, na mão direita Daquele que estava sentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, completamente lacrado com sete selos.

Vi, também, um Anjo Forte, que proclamava em grande voz:

Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém era digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo olhar para ele.

Diante disso eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo de olhar para ele.

Todavia, um dos Vinte e Quatro Anciãos me disse:

Pare de chorar; pois o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Então, vi, no meio do Trono e dos Quatro Seres Viventes e entre os Vinte e Quatro Anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha Sete Chifres, bem como Sete Olhos, que são os Sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra.

Veio, pois, o Cordeiro e tomou o Livro da Redenção da Terra da mão direita Daquele que estava sentado no Trono!

Ora, quando Ele tomou o Livro da Redenção da Terra, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Eles, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos, entoavam novo cântico, dizendo:

Digno és Tu, ó Cordeiro, de tomares o Livro da Redenção da Terra e de abrir-lhes os selos, porque somente Tu foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e, por isto, reinarão sobre a terra.

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do Trono, dos Seres Viventes, [que estão no meio do Trono e à volta dele], e dos Vinte e Quatro Anciãos, [que ficam assentados em tronos ao redor do Trono] — e a voz de anjos que eu ouvia, era de um número que passava milhões de milhões e milhares de milhares.

Ora, essas vozes de muitos anjos proclamavam em grande voz:

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há — Sim! Vi que tudo o que existe dizia:

Àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

E os Quatro Seres Viventes respondiam:

Amém!

Também os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se e adoraram.

Vi quando o Cordeiro abriu um dos Sete Selos que selavam o Livro da Redenção da Terra, o qual estava selado por dentro e por fora.





Poucas cenas me são tão comoventes quanto Apocalipse 5, quando o homem é levado ao ambiente de toda Plenitude, e entra diante Daquele que é, e vê a Sua glória, e assiste a representação dos Poderes Universais mais conscientes em amor para com Deus; e, depois, vê o Livro, o documento do Sentido da Vida e dos Humanos; e ouve a pergunta:

“Quem pode abrir o Livro e realizar o seu Sentido?” — e, então, o homem passa a chorar muito; pois, em nenhuma dimensão de existência e entre todas as criaturas, não havia uma única que tivesse a dignidade para levar tudo ao seu Sentido.

Assim, sem esperança, o homem chora em total desolação.

A criação estava aprisionada a si mesma.

Não havia ninguém que pudesse dar dignidade ao todo e a cada um.

Ouve-se o choro de um João diante do Trono de Todos os Universos!

Um sábio da Assembléia Celestial se põe em pé, e repreende o homem.

“Pare de chorar! O Leão, a Raiz da Esperança, o Filho da Promessa, o Filho do Homem venceu e pode abrir o livro!”

Então o homem se volta à procura de Algo e vê um Cordeiro, um Sacrifício, uma Cruz, um Madeiro, uma Estaca Universal, e, sobretudo, vê que o Sentido de tudo estava no sentido da vida manifesta por Jesus, o Cordeiro de Deus.

Vê que é daquela Fraqueza que vem o poder para virar as entranhas do Universo ao contrário, e, assim, pára de chorar.

Vê que o Cordeiro, o Eterno Sacrifício, a Dádiva da Vida, o Encarnado em Jesus, toma o Livro da Mão Daquele que é o Pai de Todas as Coisas.

Vê que todas as criaturas de todos os mundos e dimensões, trilhões e trilhões de seres, todos, à uma, se curvam diante do Cordeiro da Vida, do Autor e do Altar da Vida, e o adoram com todas as adorações.

Vê que o Sentido Final de Todas as Coisas é dar glória, honra e louvor ao Criador.

Vê, também, que depois de se saber o Sentido Final, o Livro é aberto, e que com o seu tirar de selos, o sentido da vida na Terra vai se tecendo com catástrofes e catástrofes, todas provocadas pelo homem, até mesmo as que parecem naturais.

Vê que entregue a si mesmo o homem é suicida, homicida e genocida.

Vê que a cura da Terra vem do céu.

Vê o Céu descer a Terra.

Vê todas as coisas absorvidas pelo amor de Deus.

Vê que o Sentido da Vida e do Homem é constituir uma comunidade de amor eterno sob a Luz do Cordeiro da Vida, Daquele que é amor, e que por isto criou por amor, e, em amor, antes de criar, fez do poder da Vida a força do Sacrifício.

A salvação da criação, de qualquer criatura, está no fato de que o Motor da Criação foi/é o Sacrifício do Cordeiro como entrega da Vida para gerar vida como fruto do amor.





Nele, que é o Autor e o Altar da Vida,



Caio

Copacabana

RJ

27/04/2009

Gripe Suina,o mundo em ALERTA!







A gripe suína ou gripe porcina é uma doença causada por uma variante do vírus H1N1. O vírus pode ser transmitido através de contato com animais e objetos contaminados. Uma nova variante do vírus pode ser transmitida entre humanos e é considerada epidêmica no México. O governo mexicano anunciou 149 mortes confirmadas causadas pelo H1N1 e 1600 casos suspeitos, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar que a doença é uma "emergência na saúde pública internacional", e tem grandes chances de se tornar uma pandemia.


Forma de Contágio

* A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados.

* Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói o vírus da gripe suína.



Sintomas

Assim como a gripe humana comum, a suína apresenta os sintomas: febre, cansaço, fadiga,dores pelo corpo e tosse. Existe vacina para os porcos, porém ainda não se descobriu uma que possa ser utilizadas pelos humanos.


Tratamento

De acordo com a OMS, o medicamento antiviral oseltamivir, em testes iniciais mostrou-se efetivo contra o vírus H1N1.

23/04/2009

PRÊMIO RECEBIDO,SELO CRISTO É LUZ!



Cristo é Luz", indicado pelo blog The Best of the Internet e "O milagre que Jesus fez", indicado pelo blog O Mundo Gospel.

O ANDANDO NA GRAÇA EM JEQUIÉ AGRADEÇE AO SEU LEITOR(A), QUE É O VERDADEIRO MOTIVO E CAUSA,DO SEGUNDO PRÊMIO QUE ESSE BLOG RECEBE!

AGRADECIMENTOS AO AMENIDADES DA CRISTANDADE,PARCERIA DE 1 ANO,COM FÉ E MUITA DEDICAÇÃO AO MUNDO CRISTÃO!

http://amenidadesdacristandade.blogspot.com/2009/03/amenidades-da-cristandade-recebe-novas.html


INDICAÇÕES PARA NOVOS BLOGS:

http://minutoprofetico.blogspot.com/

http://ivofernandes.blogspot.com/

http://www.blogdocaminho.com.br/

http://www.gracaecia.blogspot.com/

http://estacaosalvador.blogspot.com/

http://www.redefale.blogspot.com/

Conhecendo o Universo !




Por Renato Marques

Certamente, a ciência humana ainda está muito longe de alcançar os feitos mostrados em Star Wars, em que cavaleiros Jedi ou lordes Sith viajam rapidamente entre planetas e exploram galáxias. Mas, acredite, a Astronomia tem avançado a uma velocidade nunca vista em toda a história da humanidade. Recentemente um grupo de astrônomos conseguiu fotografar um planeta fora do sistema solar - fato inédito na história da ciência. O gigante, que tem massa mais de cinco vezes superior à de Júpiter (que, por sua vez, é 318 vezes maior que a Terra), denominado 2M1207B, é o ápice de uma revolução em curso atualmente na Astronomia.

Há algumas décadas, o homem mal conhecia o próprio sistema solar. Basta lembrar que Plutão foi o último planeta a ser descoberto, o que ocorreu apenas em 1930 - centenas de anos após os primeiros estudos da Astronomia. Nos últimos 40 anos, especialmente, o avanço foi velocíssimo. Chegamos à Lua, mandamos sondas a Marte e percebemos, definitivamente, que, quando se fala em Universo, é impossível afirmar categoricamente que estamos sozinhos.

"Neste momento, é possível que sejamos a única civilização inteligente ou até que tenhamos mais uma ou duas companheiras. Mas isso é apenas uma estimativa. A ciência ainda não tem respostas para essa questão", explica o professor da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Luis Augusto da Silva. Atualmente, o estudo da Astronomia se divide em duas grandes frentes de pesquisa. Uma que aprofunda os estudos em nosso sistema solar e outra, mais ampla, que analisa a cosmologia, com grandes distâncias.

O avanço citado anteriormente diz respeito às duas frentes, indistintamente. Hoje, já conhecemos bem nossos "vizinhos", graças a estudos avançados, como o envio das sondas ao solo de Marte. Ao mesmo tempo, pesquisadores têm conseguido ampliar os limites do Universo conhecido. Atualmente, já foram detectados mais de 160 planetas fora do sistema solar. Extraindo o caso de 2M1207B, a existência de cada um deles foi comprovada de maneira indireta, através de análise infra-vermelha, detectando uma determinada região do espectro eletromagnético do corpo celeste.

O grande avanço na descoberta de 2M1207B para os estudos cosmológicos é que, começa a surgir um movimento que deve levar a observação e estudo de planetas considerados "pequenos" - mais ou menos no tamanho da Terra. "O aperfeiçoamento das técnicas de observação vai permitir que, nos próximos 10 ou 15 anos, a gente ache planetas com massas menores. Há julgar pelo que observamos no sistema solar, que é uma ocorrência típica, aonde há planetas gigantes provavelmente existem também planetas menores, rochosos como a Terra, Vênus, Marte", relata Silva.

Assim, cada vez mais os pesquisadores têm conseguido mapear o Universo, além de detectar a velocidade de sua expansão. "Em 1998 descobriu-se, de maneira surpreendente, que a velocidade de expansão do Universo está crescendo, ao invés de diminuir ou estabilizar, como se presumia. Isso provocou uma revolução de conceitos", detalha Silva. "Atualmente se fala de algo que preencheria cerca de 70% do Universo, a chamada "energia escura". Os pesquisadores não sabem exatamente o que é, mas trata-se de uma espécie de força repulsiva que tende a afastar os objetos, uma espécie de antigravidade. E isso estaria provocando a aceleração da expansão do Universo."

Vida em outros planetas

A grande questão, em meio a todos esses avanços é: há vida em outros planetas? Como dito anteriormente, esta ainda é uma pergunta sem resposta. E as pesquisas neste sentido, passam longe do que apresentam filmes como Star Wars. A procura, neste momento, é por formas microscópicas de vida, como bactérias unicelulares. "Entre pesquisadores, há um consenso cada vez maior q se existir um planeta com as mesmas condições favoráveis que a Terra, a vida vai aparecer. Muitos estudiosos acreditam em evidências de vida extraterrena, em nível microscópico", diz Silva.

Essa possibilidade, ainda que remota, é, em muitos casos, o que move as pesquisas para alguns astrônomos. Atualmente, inclusive, existem duas correntes diametralmente opostas na Astronomia sobre o tema. Uma é a chamada Singularista, que acredita que estamos sozinhos no Universo. "A outra linha acredita que nossa galáxia deve estar povoada por centenas, ou até milhares, de civilizações diferentes nesse exato momento. Seria um cenário semelhantes ao que observamos na série Star Wars", conta Silva.

No entanto, o argumento que mais ganha força é o intermediário. Aqueles que acreditam que dificilmente existe algo parecido com Star Wars (principalmente com relações diplomáticas entre planetas. Imagine, se já é tão difícil combinar países), mas para quem é praticamente certa a existência de vida extraterrena. "Pessoalmente, acredito que, analisando a quantidade de planetas que existem no Universo, a possibilidade de existir alguma forma de vida é muito grande. É impossível que em um Universo imenso como este só exista vida na Terra, ainda que seja mais atrasada ou mais avançada do que a nossa ", finaliza o astrônomo Ronaldo Mourão.

Entenda um pouco sobre Paranóia!



Por Juliana Moreira de S. Mendes

No senso comum, a paranóia caracteriza-se como uma dificuldade de relacionamento, a pessoa começa a achar que os outros estão sempre contra ela, é muito desconfiada, e esta caracterização do senso comum pode apontar, apenas, para pessoas inseguras. A paranóia é um quadro psicótico onde a pessoa descreve tramas contra si própria, onde há um sentimento de perseguição, a pessoa sente-se como se o mundo estivesse contra ela e tudo que acontece parece ser uma conspiração. Para o paciente paranóico, até mesmo familiares, amigos e vizinhos podem estar envolvidos na conspiração.

A pessoa diz que as pessoas da rua, da televisão e do rádio falam mal dela, que fazem “macumba” contra ela e geralmente refere-se a gravadores, câmeras escondidas e outros aparelhos que a ficam vigiando tempo integral. Mostrar a um paciente que tudo isto que ele relata é irreal, é uma atitude inútil, porque este tipo de avaliação errônea da realidade é um delírio.

O paciente ainda apresenta outras complicações como alucinações auditivas, onde ouve vozes que o ofendem ou comentam seus atos e que, em alguns casos, podem ser vozes que ordenam coisas que o paciente sente-se incapaz de desobedecer. Alguns paranóicos podem negar que estão ouvindo vozes, mas se o profissional observá-lo cuidadosamente, pode surpreendê-los falando sozinhos ou rindo sem motivo, como se estivessem ouvindo algo.

O paciente pode se referir a uma perda do controle de seus atos e pode, também, interromper seu discurso ou começar a falar coisas sem sentido, sem conexão com o assunto anterior. Muitas vezes o paranóico pensa que os outros podem saber o que ele está pensando e tem a sensação de que seus pensamentos saem de sua cabeça como um alto-falante. Em alguns casos o paranóico pode se tornar agressivo.