A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço!

Martinho Lutero

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS?

Em um século de serviço cristão a Assembléia de Deus multiplicou-se assustadoramente, tornando-se a maior denominação evangélica do Brasil.

O Evangelho Jezabel

Jesus dizia...vais e não peques mais, ele também nos ensina a ter carater e reputação.

UMA FLOR DE LÓTUS NASCE LINDA E FORTE NO PANTANO,DO QUE NO TERRENO LIMPO E FÉRTIL!

O homem não é bom por natureza, o homem pode conquistar a bondade para si,mas ele não nasce bom

Não seja um contrabandista de Satanás!

Não tome nada por certo, questione as coisas por si mesmo, e teste cada nova doutrina, e a velha também, usando a Palavra de Deus.

O fascínio de Deus pelo homem!

Deus ama a sua maior criação, o Homem.

19/03/12

OS DEDOS DE DEUS NOS VIOLENTOS FURACÕES!






Por -  Rev. John Piper - 
Fonte - desiringgod.org -


Por que Deus alcança a sua mão e arrastar os dedos ferozes em toda a América rural matando pelo menos 38 pessoas com 90 tornados em 12 estados, e deixando algumas cidades pequenas, com apenas um edifício de pé, incluindo igrejas?

Se Deus tem uma briga com a América, não Washington, DC, ou Las Vegas, ou Minneapolis, ou Hollywood, é um lugar mais provável para mostrar seu descontentamento?

Nós não atribuímos poder independente, a Mãe Natureza ou ao diabo. Só Deus tem a última palavra em onde e como o vento sopra. Se um tornado gira a 175 quilômetros por hora e permanece no chão como um cortador de grama maciço para 50 milhas, Deus deu o comando.

"O vento do Senhor, virá, subindo do deserto, e deve retirar Efraim tesouraria de todas as coisas preciosas" (Oséias 13:15).
"O Senhor transformou o vento em um vento de oeste muito forte, que levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho" (Êxodo 10:19).
"Deus designou um ardente vento leste" (Jonas 4:8).
"Deus ordenou e levantou o vento tempestuoso" (Salmo 107:25).
"Mesmo os ventos eo mar obedecem a Jesus" (Mateus 8:27).
Mas por que Maryville e não Minneapolis? Por Henryville e não Hollywood?

Deus tem falado sobre essas coisas. Considere três maneiras, ele aborda - de todos nós.

1. Jó: "Bendito seja o nome do Senhor."

Jó :dez crianças morreram porque "um grande vento veio através do deserto e deu nos quatro cantos da casa, e ela caiu sobre os jovens" (Jó 1:19).

Jó clama a Deus: "Por que você me fez a sua marca? . . . Por que escondes a tua face e conte-me como seu inimigo? . . . Por que vivem os ímpios, chegar à velhice, e crescer de grande poder "(Jó 7:20; 13:24; 21:7)?.

Em outras palavras, Por que Henryville, e não Hollywood?

A resposta de Deus a Jó não é que ele era um pecador pior do que o "mau" - ou que Maryville tinha algum segredo obscuro.

Sua resposta foi: "Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!"Para quem conheceu a mente do Senhor, ou quem foi seu conselheiro?" (Romanos 11:33-34, Jó 15:8; 36:22 f).

A perda do emprego não foi uma medida de sua imoralidade. "Jó era íntegro e reto, temente a Deus e virou-se do mal" (Jó 1:1).

De fato, talvez Deus escolheu Trabalho para o vento mortal ,porque gosta de Jó.
Jó iria responder: "O Senhor o deu e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1:21).

2. Lucas 13:4-5: "Se você se arrepender."

A torre caiu e matou 18 pessoas nos dias de Jesus. Jesus falou em tal situação: "Aqueles dezoito sobre os quais a torre de Siloé caiu e os matou: você acha que eles eram criminosos piores do que todos os outros que moravam em Jerusalém? Não, vos digo, mas se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis "(Lucas 13:4-5).

Esta é uma palavra para aqueles de nós que se sentar com segurança em Minneapolis ou Hollywood e inspecionar a desolação de Maryville e Henryville. "A menos que se arrependa, você, todos igualmente perecereis".

Cada vento mortal em qualquer cidade é um aviso divino para cada cidade.

3. 1 Pedro 4:17, "povo de Deus não são excluídos."

Nós não somos conselheiros de Deus. Também não podemos entender todos os seus juízos. Essa foi a lição de Job. Vamos tomar cuidado, portanto, de ler a mão da providência, com certeza muito ou especificidade. Deus está sempre fazendo mil coisas quando ele faz alguma coisa. E vemos, mais uma fração.

Mas, mexer em sua estrutura mental está a verdade: Quando um tempo para o julgamento vem, normalmente inclui, e começa com povo de Deus. Isso é o que diz o apóstolo Pedro.

"É tempo para que comece o julgamento pela casa de Deus, e se começa por nós, qual será o resultado para aqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17, Jeremias 25:29; Ezequiel 9:6; Amós 3:2).

Portanto, a vontade de Deus para a América sob sua mão forte, é que cada cristão, cada judeu, todos os muçulmanos, qualquer pessoa de qualquer religião ou não religião, abandone o pecado e chegue a Jesus Cristo para o perdão e a vida eterna.Jesus governa o vento. Os tornados eram dele.

Mas antes de tomar toda a vida na América rural, Jesus deu sua própria na cruz . Vinde a mim, diz ele, para a América - para o devastado e à presunçosamente auto-suficiente. Vinde a mim, e eu vou dar-lhe esperança e ajuda agora, e na ressurreição, mais do que você já perdeu.

Você pode mostrar a sua parceria no sofrimento, e ajudar a levantar a carga, a Bolsa do Samaritano.

18/03/12

Ladrão que fala de ladrão.Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso


Por - G.Prime- 


Neste domingo, durante mais de 30 minutos foi apresentada uma reportagem investigativa no programa Domingo Espetacular, exibido pela Rede Record. O teor usado pela emissora foi de denunciar as irregularidades no que diz respeito ao uso das finanças da Igreja Mundial do Poder de Deus, na pessoa do seu presidente, o apóstolo Valdomiro Santiago. Desde a chamada, avisou-se que seriam revelados os “segredos” do apóstolo.

O repórter Marcelo Rezende usou imagens da internet para contrastar os apelos do líder da IMPD com os bens que estão em seu nome no Estado do Mato Grosso. Trata-se de duas fazendas avaliadas em 50 milhões de reais.

Adquiridas no ano passado, com dinheiro da igreja e agora em nome de Valdomiro Santiago e sua esposa, a bispa Francileia de Oliveira, as fazendas Santo Antônio do Itiquira e Formosa estão localizadas na cidade de Santo Antônio do Leverger.

Usadas para atividade pecuária, estima-se que existem ao todo 5000 cabeças de gado, avaliados em R$ 6,5 milhões de reais. Além disso, a reportagem da Record mostrou outros bens pertencentes ao apóstolo, como jatinhos, helicópteros e carros de luxo.

Entre as acusações feitas a Valdomiro estão, principalmente, a de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. Como no Brasil as igrejas são isentas de impostos e não precisam prestar contas ao governo de suas arrecadações, aparentemente a IMPD precisou usar “laranjas” para adquirir esses e outros bens.

Segundo mostrou a matéria do Domingo Espetacular, Valdomiro e Francileia são os sócios majoritários da empresa W S Music, cujo procurador e Nicanor de Oliveira, irmão do apóstolo e administrador das fazendas.

Uma vez que a WS Music tem como valor declarado 50 mil reais, seria impossível ter capital suficiente para adquirir as duas propriedades rurais, uma custando 29 milhões e a outra 20 milhões. No total, as duas fazendas totalizam 26.134 hectares, quase duas vezes o tamanho de Jerusalém, capital de Israel.

Marcelo Rezende afirmou que a matéria demorou quatro meses para ser preparada e que foi necessária muita investigação. Também foi dada a Valdomiro a oportunidade de se explicar, mas ele não atendeu a equipe da Rede Record.

Ficou claro durante a exibição do material a rivalidade existente entre os dois líderes, pois em vários momentos foram mostradas as provocações de Valdomiro na TV ao falar de Edir Macedo. Também se evidenciou a rivalidade das igrejas que muitas vezes ocupam prédios na mesma rua ou até mesmo vizinhos.

A Igreja Universal alega que desde que saiu dos seus quadros, em 1998, Valdomiro tem recrutado ex-pastores da igreja e tentado atrair as mesmas pessoas.

Entre as muitas acusações e perguntas sem resposta, o Domingo Espetacular mostrou que Valdomiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição. Também lembrou o episódio em que três pastores da IMPD foram presos, em 2010, acusados de tráfico internacional de armas. Afirmou-se que o destino dessas armas seriam os traficantes de drogas do Rio de Janeiro, que teriam uma ligação com a igreja.

Também foi exibida a situação de mais de 50 templos da IMPD que estariam com ordens de despejo por falta de pagamento. Donos dos imóveis foram entrevistados e também um jurista que pediu publicamente que a Receita Federal investigue Valdmiro e a sua igreja.

Para os expectadores do programa ficou claro que o uso das imagens do apóstolo pedindo dinheiro na televisão e a comprovação de sua riqueza estão ligadas. Várias vezes ele foi chamado de “mentiroso” e tentou-se desqualificar suas credenciais como sacerdote, por estar se beneficiando da fé alheia para proveito próprio. No final da matéria, ficou o aviso “a Rede Record vai continuar investigando”, o que indica que nos próximos domingos pode haver mais “segredos revelados”.



17/03/12

CARTA À BISPA EVÔNIA






Augustus Nicodemus Lopes

[*Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]


Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.

Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.

Mas, a pergunta que você tem que fazer, Evônia, é o que a Bíblia ensina sobre mulheres assumirem a liderança da igreja e se este ensino se aplica aos nossos dias. Não escondo a minha opinião. Para mim, a liderança da igreja foi entregue pelo Senhor Jesus e por seus apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais. Reflita no seguinte.

1. Embora mulheres tenham sido juízas e profetisas (Jz 4.4; 2Re 22.14) em Israel nunca foram ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas, para cuidar do serviço sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no templo e ensinar o povo de Deus, que eram as funções do sacerdote (Ml 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Felipe (At 21.9; 1Co 11.5), mas não encontramos sacerdotisas, isto é, presbíteras, pastoras, bispas, apóstolas. Apelar à Débora e Hulda, como você fez em seu e-mail, prova somente que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo. Não prova que elas tenham que ser ordenadas.

2. Você disse à minha esposa que Jesus não escolheu mulheres para apóstolas porque ele não queria escandalizar a sociedade machista de sua época. Será, Evônia? O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. Ele falou com mulheres (Jo 8.10-11), inclusive com samaritanas (Jo 4.7), quebrou o sábado (Jo 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mt 7.2), relacionou-se com gentios (Mt 4.15). Se ele achasse que era a coisa certa a fazer, certamente teria escolhido mulheres para constar entre os doze apóstolos que nomeou. Mas, não o fez, apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e serviam, como Maria Madalena, Marta e Maria sua irmã (Lc 8.1-2).

3. Por falar nisto, lembre também que os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidasse das viúvas da igreja, determinaram que fossem escolhidos sete homens, quando o natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6.1-7).

4. Tem mais. Nas instruções que deram às igrejas sobre presbíteros e diáconos, os apóstolos determinaram que eles deveriam ser marido de uma só mulher e deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6) e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como você. E mesmo que reconhecessem o importante e crucial papel da mulher cristã no bom andamento das igrejas, não as colocaram na liderança das comunidades, proibindo que elas ensinassem com a autoridade que era própria do homem (1Tm 2.12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (1Co 14.29-35). Eles também estabeleceram que o homem é o cabeça da mulher (1Co 11.3; Ef 5.23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.

5. Você retrucou à minha esposa na troca de e-mails que nenhuma destas passagens se aplica hoje, pois são culturais. Mas, será, Evônia, que estas orientações foram resultado da influência da cultura patriarcalista e machista daquela época nos autores bíblicos? Tomemos Paulo, por exemplo. Será que ele era mesmo um machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das igrejas que ele fundou, como você argumentou? Será que um machista deste tipo diria que as mulheres têm direito ao seu próprio marido, que elas têm direitos sexuais iguais ao homem, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-la? (1Co 7.2-4,15) Um machista determinaria que os homens deveriam amar a própria esposa como amavam a si mesmos? (Ef 5.28,33). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela tinha sido sua protetora, como Paulo o faz com Febe (Rm 16.1-2)?

6. Agora, se Paulo foi realmente influenciado pela cultura de sua época ao proibir as mulheres de assumir a liderança das igrejas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando ele ensinou, por exemplo, que o homossexualismo é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Rm 1.24-28) e que os sodomitas e efeminados não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-11)? Você defende também, Evônia, que estas passagens são culturais e que se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade? Pergunto isto pois em outras igrejas este argumento está sendo usado.

7. Tem mais, se você ainda tiver um tempinho para me ouvir. As alegações apostólicas não me soam culturais. Paulo argumenta que o homem é o cabeça da mulher a partir de um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando até a mulher (1Co 11.3).[1] Este argumento me parece bem teológico, como aquele que faz uma analogia entre marido e mulher e Cristo e a igreja, “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Não consigo imaginar uma analogia mais teológica do que esta para estabelecer a liderança masculina. E quando Paulo restringe a participação da mulher no ensino autoritativo –que é próprio do homem – argumenta a partir do relato da criação e da queda (1Tm 2.12-14).[2]

8. Você já deve ter percebido que para legitimar sua posição como bispa você teve que dar um jeito neste padrão de liderança exclusiva masculina que é claramente ensinado na Bíblia e na ausência de evidências de que mulheres assumiram esta liderança. Não tem como aceitar ser bispa e ao mesmo tempo manter que a Bíblia toda é a Palavra de Deus para nossos dias. E foi assim que você adotou esta postura de dizer que a liderança exclusiva masculina é resultado da cosmovisão patriarcal e machista dos autores do Antigo e Novo Testamentos, e que portanto não pode ser mais usada em nossos dias, quando os tempos mudaram, e as mulheres se emanciparam e passaram a assumir a liderança em todas as áreas da vida. Em outras palavras, como você mesmo confirmou em seu e-mail, a Bíblia é para você um livro culturalmente condicionado e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com nossa própria cultura. Eu sei que você não disse isto com estas exatas palavras, mas a impressão que fica é que você considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança que ela ensina não serve de paradigma para a liderança moderna da Igreja de Cristo.

Quando se chega a este nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras. Como você poderá, como bispa, responder biblicamente aos jovens de sua igreja que disserem que o casamento está ultrapassado e que sexo antes do casamento é normal e mesmo o relacionamento homossexual? Como você vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal terem casos fora do casamento, desde que estejam de acordo entre eles, e que acham que adultério é alguma coisa do passado?

Sabe Evônia, você e a sua comunidade não estão sozinhas nessa distorção. Na realidade esse pensamento é também popularizado por seminários de denominações tradicionais e professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade das Escrituras, utilizando o método histórico crítico, ensinando em sala de aula que Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão patriarcal e machista do mundo da época deles. Só podia dar nisso... na hora que os pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao séc. I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antiga, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia.

Termino reiterando meu apreço e respeito por você como mulher cristã e pedindo desculpas se não posso me dirigir a você, em nossa correspondência pessoal, como “bispa” Evônia. Espero que meus motivos tenham ficado claros.

Um abraço,



Augustus


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz1pWTvFr00

Maior líder muçulmano da Arábia Saudita pede a destruição de todas as igrejas cristãs.



Traduzido e adaptado de Arabian Business e WND - 


O sheik Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, maior líder religioso do país onde Maomé nasceu, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região.”

Tal comentário do líder muçulmano foi uma resposta ao questionamento de uma delegação do Kuwait, onde um membro do parlamento recentemente também pediu que igrejas cristãs fossem “removidas” do país.

O grão-mufti salientou que o Kuwait era parte da Península Arábica, e por isso seria necessário destruir todas as igrejas cristãs de lá.

“Como acontece com muitos muftis antes dele, o sheik baseou sua fala na famosa tradição, ou hadith, que o profeta do Islã teria declarou em seu leito de morte: ‘Não pode haver duas religiões na Península [árabe]’. Isso que sempre foi interpretado que somente o Islã pode ser praticado na região”, explicou Raymond Ibrahim, especialista em questões islâmicas.

A importância dessa declaração não deve ser subestimada, enfatiza Ibrahim: “O sheik Abdul Aziz bin Abdullah não é um líder muçulmano qualquer que odeia as igrejas. Ele é o grão-mufti da nação que levou o Islã para o mundo. Além disso, ele é o presidente do Conselho Supremo dos Ulemás [estudiosos islâmicos] e presidente do Comitê Permanente para a Investigação Científica e Emissão de Fatwas. Quando se trata do que o Islã prega, suas palavras são imensamente importantes “.

No Oriente Médio, os cristãos já estão enfrentando perseguição maior, incluindo a morte, nos últimos meses. Especialmente nos países onde as facções militares islâmicas têm aproveitado o vácuo de poder criado pelas revoluções da chamada “Primavera árabe”, como Egito, Líbia e Tunísia, Jordânia, Marrocos, Síria e Iêmen.

Os cristãos coptas, por exemplo, que vivem no Egito há milênios estão relatando níveis mais elevados de perseguição de muçulmanos. No Norte de África, os muçulmanos prometeram erradicar o cristianismo em alguns países, como a Nigéria. No Iraque, onde os cristãos tinham algumas vantagens durante o governo de forte Saddam Hussein, populações cristãs inteiras fugiram. O Irã também tem prendido crentes e fechado igrejas mais do que de costume.

Ibrahim escreveu ainda em sua coluna: “Considerando a histeria que aflige o Ocidente sempre que um indivíduo ofende o Islã, por exemplo, uma pastor desconhecido qualquer, imagine o que aconteceria se um equivalente cristão do grão-mufti, digamos o papa, declarasse que todas as mesquitas da Itália devem ser destruídas, imaginem o frenesi da mídia ocidental. Imediatamente todos os veículos gritariam insistentemente ”intolerância” e “islamofobia”, exigiriam desculpas formais e apelariam para uma reação dos políticos”.

O estudioso acredita que uma onda de perseguição sem precedentes está prestes a ser iniciada na região, que ainda testemunha Israel e Irã viverem ameaçando constantemente fazerem ataques. O resultado disso pode ser um conflito de proporções globais.



15/03/12

Igreja Batista em Belém é fechada pela Autoridade Palestina



Traduzido e adaptado de Charisma News - 


Na semana passada, Salam Fayyad, primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), disse a uma plateia de evangélicos de todo o mundo que seu governo respeita os direitos das minorias cristãs. Agora, o pastor Naim Khoury, da Igreja Batista de Belém foram avisados que sua igreja não tem o reconhecimento da AP como instituição religiosa.

A Primeira Igreja Batista resistiu a vários bombardeios durante a Primeira Intifada, mas o documento assinado pelo governo teve um impacto ainda mais devastador sobre ela.

“Eles disseram que a nossa legitimidade como igreja, pelo ponto de vista governamental, não é mais aprovado”, disse Steven Khoury, filho de Naim e pastor assistente. “Eles disseram que não reconhecerão nenhum documento legal de nossa igreja. Isso inclui certidões de nascimento, certidões de casamento e atestados de óbito”.

O pastor Steven afirma estranhar que o anúncio da AP veio logo após a conferência “Cristo no Portão de Entrada”, que reuniu no início do mês cerca de 600 evangélicos de todo o mundo para discutir a teologia do sionismo cristão, que alguns teólogos acreditam que aumenta a expectativa de violência no Oriente Médio e apoia as políticas israelenses de usar armas para se defender.

Na noite de abertura da conferência, Salam Fayyad disse à assembleia que seu governo respeitava os direitos dos cristãos. Palestinos comemoram feriados religiosos junto com cristãos, funcionários da AP participam das celebrações de Natal e até mesmo assistem à missa da meia-noite no Natal, disse Fayyad.

“É isso que significa ser um palestino”, disse Fayyad, acrescentando que o AP sente um profundo senso de responsabilidade pelos lugares sagrados e permite o acesso irrestrito aos locais de significado espiritual nas áreas sob seu controle.

No entanto, os cristãos de Belém dizem que há um sentimento anticristão crescente. O pastor Khoury diz que eles se sentem pressionados a converter-se ao islamismo, que seria “A verdadeira religião”.

Desde que Autoridade Palestina tomou o controle da cidade, é a segunda vez que a igreja batista é proibida de cultuar. Fundada em 1980, o pastor Khoury entende que o motivo é simples: “Essas pessoas que não gostam do que estamos fazendo e da mensagem que nós oferecemos”.

A mensagem da igreja tem sido a de reconciliação, diferentemente do que muitos pensam. Perto da barreira de segurança ao lado do campo de refugiados em Belém há uma imagem que retrata bem o sentimento dominante. Dois jovens palestinos atiraram pedras e outro é preso por soldados israelenses. Ao lado da imagem, o artista escreveu em francês e inglês a frase “Nós não podemos viver, por isso apenas esperamos pela morte.”

A família Khoury disse que vai procurar os membros do Congresso dos Estados Unidos para chamar a atenção do mundo para o que está acontecendo com a Primeira Igreja Batista em Belém.





14/03/12

IGREJA EVANGÉLICA EM BELO HORIZONTE FAZ UNÇÃO PELO ORKUT,ACREDITEM!!

Por - M.Isabel N. Melo - Rev.Heuring Felix


Quanto mais eu procuro mais eu acho. Da série picaretas gospel .O que me impressiona, como o povo cai numa dessas, o cara busca todos os dados no orkut das pessoas.Se pregasse a palavra estaríamos livres disso tudo!

E nome do infeliz é Pr. Mauro,o vendilhão de ilusões>

Veja aqui:


Pr.Robert H. Schuller: Escândalos,corrupção e venda do templo para pagar dividas

 



Por Tiago Chagas -



Mais famoso megatemplo evangélico é vendido para a Igreja Católica para pagar dívidas


A megaigreja Catedral de Cristais, dirigida pelo primeiro televangelista norte-americano conhecido mundialmente, Robert H. Schuller, está passando por uma crise financeira sem precedentes, e precisou pedir recuperação judicial, uma maneira de evitar a falência completa da organização.
Ao anunciar a chamada concordata, a igreja foi obrigada a revelar as despesas que a levaram a se endividar, e entre os motivos, estavam os altos salários dos parentes do pastor Schuller, que ocupavam cargos remunerados na direção da igreja.
Em Julho de 2011 a Diocese católica de Orange County se inscreveu na Justiça para comprar o templo de cristal, sede da megaigreja, oferecendo  o valor de US$ 57,5 milhões. Na proposta, a diocese católica também oferecia o prazo de três anos para que a denominação do pastor Robert Schuller desocupasse o local, dando assim, chance de que a igreja recuperasse suas finanças e encontrasse um novo local para suas celebrações.
No último mês de Fevereiro, a Justiça aceitou a proposta de compra da igreja católica, que agora é dona de um dos mais belos e importantes megatemplos construídos por uma igreja evangélica na história dos Estados Unidos.
Após a divulgação do escândalo, boa parte dos fiéis abandonou a igreja e as arrecadações que em Dezembro de 2010 eram de US$ 7,3 milhões, caíram para US$ 2,3 milhões. A perda de receita de mais de 70% fez com que não só membros, mas também pastores auxiliares, abandonassem a igreja e passassem a fundar suas próprias denominações independentes.
O pastor Robert Schuller e sua esposa, que ocupavam os principais cargos na direção da igreja, renunciaram no último fim de semana e a família dele entrou com um processo requerendo indenização da igreja no valor de US$ 12,5 milhões, referentes a direitos trabalhistas, propriedade intelectual e infrações de direitos autorais. Segundo o blog “O contorno da sombra”, o caso é curioso, pois eles mesmos eram os administradores da igreja, e os especialistas jurídicos apontam a iniciativa como uma manobra para atrasar o processo judicial.

Resto do Post

13/03/12

Como o Hedonismo Cristão Relaciona a Evangelização?



Por - John Piper - 



Uma das premissas básicas do hedonismo cristão é que a alegria que é o nosso dever cristão de buscar não atingir o seu clímax em uma comunhão particular com Deus. Pelo contrário, ela atinge o seu máximo apenas quando é agravado pela alegria de ver os outros participarem conosco. E estes não são duas alegrias diferentes como se o bem do homem estivesse em concorrência com a glória de Deus. A partilha de uma alegria é a mesma alegria em consumação.

Evangelismo é uma palavra usada para descrever as diferentes formas que Deus usa-nos, juntamente com a Sua Palavra e do Espírito, para transformar descrentes em pessoas cuja grande alegria na vida é conhecer e confiar nele. Portanto, abaixo de Deus, nosso objetivo no evangelismo é ser seus instrumentos na criação de novas pessoas que se deleitam em Deus através de Jesus Cristo e que, assim, nos trazem grande alegria.

Não há escapatória: se nós, pela graça de Deus, somos bem sucedidos na evangelização seremos mais felizes. Nossa alegria em Deus será aumentada. Será que isso implica que estamos apenas a começar entalhes em nosso pólo de pesca que pode se gabar sem realmente se importar para o bem da outra pessoa? Não! É bem-estar infinito e eterno daquela pessoa que nos faz feliz. O único cuidado que se vangloriando para está na gloriosa graça de Deus. Ele está agindo em nós e no novo convertido a fazer-nos gradualmente para o tipo de pessoas que amam a Deus mas e que, portanto, inevitavelmente fazemos um ao outro feliz.

Não admiramos as pessoas que têm as virtudes que mais valorizam? E não é um prazer enorme admiração? (como as pessoas gostam de torcer e falar sobre seus heróis.) Você não consegue, então sinta um desejo acender em seu coração para Deus te usar para criar de incrédulos pessoas que têm a virtude que você mais valoriza-a a alegre confiança em Deus ? É uma coisa trágica para deixar tanta gente ir sem admirar a Deus. Nós poderíamos estar desfrutando de sua adoração a Deus em vez de lamentar a desonra que fazemos com ele.

Então, o evangelismo não é necessariamente destinado a pessoas de quem gostamos, que tem como objetivo criar pessoas que nós gostamos de pessoas que admiramos pelo seu amor de Deus.

Evangelismo é feito na esperança de criar novas pessoas a quem ele vai ser um prazer estar com eles, porque o admiro mais um, que mais admiro. Há todas as razões para um hedonista cristão a dar testemunho de sua fé e, portanto, ser como o apóstolo João em sua primeira carta, que disse: "estamos escrevendo estas coisas para que nossa alegria seja completa" (1 João 1:4) .

Debate: William Lane Craig contra Sam Harris –Ateísmo x Teísmo,resumo




Por - Teísmo.net - 


Nesse resumo, não vou opinar. Deixarei isso para um próximo post. Tentarei fazer uma descrição do que foi o debate e os argumentos dos debatedores. Todas correções são bem vindas, naturalmente.

William Lane Craig – primeiro discurso

É ótimo estar aqui e eu estou grato pelo convite da Universidade de Notre Dame. A questão da fundação correta da moralidade não é só de interesse acadêmico, mas também de interesse prático nas nossas vidas.

Vamos começar pelas concordâncias: Dr. Harris e eu concordamos que existem valores morais objetivos. Dizer isso é dizer que eles são válidos e obrigatórios independentemente da opinião humana. Dizer que o Holocausto foi objetivamente errado é dizer que ele foi errado mesmo que os nazistas que o praticaram o achassem correto; e mesmo se eles tivessem feito lavagem cerebral para todos acreditarem no mesmo.

Uma das afirmações mais valiosas do último trabalho de Harris é a forte alegação de que existem valores morais objetivos, ao contrário do que ele chama dos seus colegas “ateus moralmente niilistas e relativistas que se recusam a condenar como objetivamente errado atrocidades terríveis como a mutilação genital de garotas pequenas”.

Como diz Harris:

Se qualquer pessoa no mundo derrubasse uma pequena criança, aterrorizada e em prantos, e cortasse seus genitais com uma poderosa lâmina, a única questão seria: o quão severamente essa pessoa deve ser punida? O que não está em questão é que essa pessoa fez algo horrível, objetivamente errado.

Então a discordância no debate de hoje é: qual é a melhor fundação para a existência de valores morais objetivos? No debate de hoje, defenderei duas asserções básicas:

(p1) Se Deus existe, então existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo;

(p2) Se Deus não existe, então não existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo;

Observe que essas são afirmações condicionais. Eu não vou defender no debate de hoje a idéia de que Deus existe, que é uma pergunta diferente e que não afeta a validade condicional das minhas afirmações.

Vamos para a primeira asserção: “Se Deus existe, então existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo”.

Primeiro, teísmo providencia uma boa base para valores morais objetivos. Valores morais tem relação com o que é “bom” ou “mau”. Para o teísta, os valores morais estão fundados em Deus, que é o maior ser concebível e, portanto, o sumo bem. A natureza santa e boa de Deus providencia padrões absolutos para quais todas as ações são julgadas. Então se Deus existe, valores morais objetivos existem independentemente de seres humanos.

Segundo, teísmo providencia uma boa base para deveres morais objetivos. Na visão teísta, deveres morais objetivos são constituídos pelos comandos de Deus. A natureza moral de Deus se expressa em relação a nós em comandos, que constituem nossos deveres morais. Longe de ser arbitrários, eles são consistentes com sua natureza boa e santa, que refletem seu caráter moral.

Agora vamos para a segunda asserção. Se Deus não existe, que base resta para a existência de valores morais objetivos? Em particular, por que pensar que seres humanos – produtos acidentais da natureza, evoluídos muito recentemente em um infinitésimo pedaço de areia no Universo e que estão todos condenados a perecer individual e coletivamente dentro de relativamente pouco tempo – são dotados de valor moral objetivo em si? No ateísmo, parece difícil pensar que o bem-estar humano é mais objetivamente bom do que o bem-estar de ratos ou insetos.

Isso é o que Dr. Harris chama de “o problema do valor”. Rejeitando a teoria platônica, seu único meio é tentar fundamentar valores morais dentro do mundo natural. Mas como fazer isso se a natureza, em si mesma, é moralmente neutra? No ateísmo, valores morais são só comportamentos produzidos por fatores sociobiológicos. Assim como babuínos cooperam para sobreviver, os seres humanos também. Mas isso não faz de forma algum essa moralidade vinculante e obrigatória. Como diz Michael Ruse, “A moral é resultante da adaptação biológica, como nossas mãos e pés; ética é ilusória. Não há nenhum significado mais profundo por trás dessas ações que não possuem fundação”. Se a evolução acontecesse de novo, então pessoas com valores morais bastante diferente poderiam ter surgido, por essa posição. Sem Deus, qualquer tentativa de valorizar a moral como objetiva não passa de enganos especistas de quase-macacos num pedaço de areia sofrendo de sérias ilusões.

E como Harris resolve o problema do valor? O truque que ele propõe é simplesmente redefinir “bem” e “mal” em termos não-morais. “Nós devemos definir bem como aquilo que dá suporte ao bem-estar de criaturas conscientes. Questões sobre valores são questões de aumentar o bem-estar. Por isso, não faz sentido perguntar: maximizar o bem-estar é bom?”. Claro, pois, na sua definição, não seria nada mais do que perguntar “por que maximizar o bem-estar das criaturas é maximizar o bem-estar das criaturas?”. Seria uma tautologia. Harris resolve o problema do valor apenas redefinindo os termos. Não é nada mais do que um jogo de palavras.

E o os deveres morais? Há dois problemas. Primeiro: a ciência nos fala apenas do que “é”, não do que “deveria ser”. A ciência pode nos dizer como nós somos, mas não que nós somos errados em ser dessa maneira e que deveríamos ser de outra. Por quê devemos escolher atos que levam a um maior bem-estar humano? Sem Deus, que fundação há para deveres morais? É difícil pensar, no ateísmo, que nossos deveres não são só apenas impressões mentais subjetivas deixadas por condicionamento social.

Segundo problema: “dever” precisa de “poder”. Uma ação moral depende de uma dimensão de escolha. Por exemplo: se alguém lhe empurra contra uma criança. Você não tem culpa de ter feito isso; você simplesmente não teve escolha. Sam Harris acredita que todas nossas ações são causalmente determinadas e que não há livre-arbítrio. Harris rejeita libertarianismo e também compatibilismo. Se não há livre-arbítrio, não há responsabilidade moral para ninguém. Não há como existir deveres morais, porque, na visão de mundo de Harris, não há controle sobre aquilo que fazemos e também não há uma fonte para um dever moral.

Harris falha em dar uma base objetiva para valores e deveres morais objetivos no naturalismo. Em conclusão, nós vimos que o teísta tem uma boa base para a moralidade objetiva; mas se Deus não existe, então nós não temos uma boa base para a moralidade objetiva. Não ofereço um novo conjunto de valores morais; nós provavelmente concordamos em boa parte de nossas opiniões éticas. Ao invés disso, minha oferta é de uma boa fundação para a existência de valores morais objetivos, cuja existência nós dois concordamos. Obrigado.

Sam Harris – primeiro discurso

Estou feliz de estar aqui e debater com William Lane Craig, o apologista que parece colocar medo nos meus colegas ateus. Vocês não sabem o número de e-mails que recebi dizendo: “Por favor, irmão, não estrague tudo nesse debate!”. Mas vocês serão o juiz hoje.

Uma das razões que as pessoas dão para defender Deus não é a existência de muitas evidências, mas porque acreditam que a crença em Deus é a única fonte para moralidade objetiva. Eu também acredito que a preocupação da erosão da moralidade no secularismo não é uma preocupação vazia. Mas acho que nós poderíamos fazer grandes progressos se passássemos a entender moralidade como “florescimento do bem-estar de seres conscientes”.

Estive discutindo isso recentemente. Alguém me perguntou: “Como você pode dizer que a burca é errada?”. É evidente para mim que certo e errado se relacionam ao bem-estar humano; e forçar metade da população a viver embaixo de panos não é uma maneira de maximizar o bem-estar humano. Ela disse: “Essa é só sua opinião!” Eu perguntei sobre uma cultura que retirasse os olhos de terceiros filhos e ela também me disse que não poderíamos dizer que isso era errado. Mas essa mesma que estava disposta a perdoar culturas que retirem olhos aconselhou o presidente Obama a tratar como uma violação imoral da liberdade cognitiva usar máquinas para testar se terroristas estavam mentindo. Vejo esse duplo padrão como perigoso. E entendo que é sobre a destruição desse tipo de senso comum moral que as pessoas religiosas estão preocupadas. E espero que no final dessa hora vocês percebam que a “Crença em Deus” e “Religião” não são necessárias para uma moralidade universal.

Todos nós pensamos que a ciência pode nos ajudar a conseguir pelos fatos o que nós valorizamos – mas não dizer o que tem valor ou não. Parece científico dizer que não há nada no Universo que diga o que é certo e errado além de nossas mentes, o que parece uma projeção de nossos valores a uma realidade intrinsicamente sem valor.

Mas de onde vêm nossas noções de certo e errado? Claramente foram implantadas em nós pela evolução e moldadas pela cultura. O ciúme sexual, que deu origem ao casamento, parece uma soma desses tipos de fatores. E a Ciência não poderia dizer que é errado trair o parceiro.

Aqui é onde as pessoas religiosas começam a ficar preocupados, como acredito que deveriam. E a solução é colocar o deus de Abraão como um árbitro para a verdade moral. É errado trair porque “Javé” disse que sim em um livro sagrado – apesar de ele ser genocida e escravizador em outras partes.¹

É divertido ver Dr. Craig me acusar de apenas querer aumentar o bem-estar das criaturas conscientes no planeta. Se esse é um pecado, eu aceito. Imagino só no que Dr. Craig está focado.
Ao dizer que valores se reduzem ao bem-estar de criaturas conscientes, eu estou tomando dois pontos.

Vamos começar com consciência. Imagine um universo constituído de pedras. Claramente, não há bem ou mal, felicidade ou sofrimento – então valores morais não se aplicam.

E o bem-estar? Talvez isso seja discutível, mas não deveria. Aqui é a única assunção que você tem que fazer: imagine um mundo onde criaturas conscientes vivam em um estado de “maior miséria [em relação ao bem-estar] possível”. E se a palavra “mal” pudesse ser aplicada em algum lugar, com certeza seria esse. Se você não acha isso ruim, então não sei do que você está falando. A menor base moral possível é evitar o estado de “maior miséria possível para todos”. Se nós temos um dever moral de fazer qualquer coisa, então é esse.

E como o estado de seres conscientes depende da natureza, então haveria maneiras corretas ou erradas de verificar cientificamente. Esse é o argumento para verdade moral dentro da ciência:
Questões de bem ou mal dependem de mentes;

Mentes são fenômenos naturais (i.e., que dependem das leis da natureza);
Moralidade pode, logo, ser entendida em termos científicos, porque nós estamos falando de fatos naturais que influenciam o bem-estar de seres com mentes;

Eu vejo essa experiência como o “moral landscape”, que corresponde com picos de maior bem-estar e com depressões que correspondem ao maior mal-estar. E você consegue perceber esse tipo de senso comum moral, a menos que seja um bioeticista na comissão do presidente Obama.

Então as coisas podem ser boas ou ruins independentemente da opinião das pessoas. Alguns podem dizer que eu não defini “bem-estar”. Considere uma analogia com “bem-estar físico”. Isso pode parecer difícil de definir. Mas você sabe que é mais saudável que alguém sempre vomitando, gritando de dor e com febre mortal.

Ao falar de moralidade, eu acredito que estamos falando de bem-estar mental. E a verdade é que a ciência está ligada com valores. Uma frase como “A água é composta de H2O” parece neutra sobre valores. Mas se alguém duvida disso, o que podemos fazer? Apelar para os valores científicos. O valor das evidências, o valor do entendimento, o valor da consistência lógica – e se alguém não compartilha desses valores é impossível conversar com essas pessoas.

William Lane Craig – segundo discurso

Vocês lembram no meu primeiro discurso que eu disse que iria defender duas afirmações principais essa noite:

(p1) Se Deus existe, então existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo;

(p2) Se Deus não existe, então não existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo;

Harris não discordou da primeira, mas possivelmente se confundiu dizendo “se a religião não for verdadeira, então palavras como “bem” e “mal” não tem significado”. Eu não estou defendendo isso. Essa é uma confusão de ontologia moral – a fundação dos valores morais – e semântica moral – o significado de termos morais. Minhas afirmações são sobre ontologia.

Em segundo lugar, deveres morais são determinados por Deus em resposta a sua natureza moral. A resposta de Harris foi a referência a eventos da Bíblia hebraica. Mas isso é irrelevante. Há vários teóricos de comandos divinos que não são judeus ou cristãos e não precisam da Bíblia. Então essa não é uma objeção a teoria dos comandos divinos, que eu defendo essa noite. De qualquer forma, leia o livro “Is God a Moral Monster?” de Paul Copan para entender essas questões sobre a Bíblia.

E se Deus não existe, existe uma boa fundação moral para a existência de valores morais objetivos? Aqui, Dr. Harris diz “Você não precisa de religião para ter moralidade universal”. De novo, essa é confusão. É claro que não. Os nazistas poderiam ter vencido a segunda guerra mundial e imposto uma moralidade universal. O assunto não é universalidade, é objetividade. E minha posição é que na ausência de Deus, não existe uma boa fundação moral para a existência de valores morais objetivos.

Harris diz: “Nós podemos imaginar o maior estado de miséria possível e um estado onde as pessoas tenham um maior bem-estar. E é óbvio que o segundo é melhor do que o primeiro”. Mas esse não é o debate. Eu concordo que o florescimento do bem-estar é bom. A questão real é: “Se o ateísmo for verdadeiro, o que faz o maior bem-estar ser objetivamente bom?”. Criaturas podem achar que é melhor para elas terem mais bem-estar, mas o que garante que isso é objetivamente bom no ateísmo?

Sam Harris está fazendo uma confusão no uso de termos “bom” e “mau”, “certo” e “errado”, usando em termos não morais. Por exemplo, poderíamos aplicar em: “Há jogadas objetivamente boas e más no Xadrez”. Mas esses não são usos morais das palavras “objetivamente bom” e “mau”, elas são apenas direcionadas para a vitória ou não. Mas você não está sendo uma pessoa má ao fazer a jogada errada. E da mesma forma diríamos “Esse seria um bom modo de você se suicidar!”, sem nos referirmos a um valor moral de “bom”.
O contraste feito por Harris, entre uma vida boa e uma vida ruim, não é um contraste ético entre uma vida moralmente boa e uma vida moralmente má. Não é uma distinção ética e sim “prazerosa” e “miserável”. No ateísmo não temos bases objetivas para afirmar uma bondade e maldade objetivas relacionadas a isso. O que Harris fez foi tornar a propriedade p “Ser bom” é idêntica p’ “Promover o florescimento humano” e não providenciou bons argumentos para isso.

Na verdade, acho que temos um argumento definitivo contra isso. Sam Harris diz, no fim do seu livro, diz que “se estupradores, mentirosos e ladrões pudessem ser tão felizes quanto pessoas boas, então o meu “moral landscape” [N.T.: Qual seria a tradução exata para o termo? Panorama moral?] não seria mais um panorama moral. [i.e., moral landscape]. Seria apenas um continuo de bem-estar cujo picos são ocupados por pessoas tanto boas quanto más da mesma forma”. Mas antes o próprio Harris cita que 3 milhões de americanos são psicopatas. Eles não se importam com os estados mentais de outros; na verdade, eles se divertem infligindo dor nos outros. Mas isso implica que existe um mundo possível concebível onde o florescimento do bem-estar humano não é um “panorama moral”; os picos de bem-estar podem ser ocupados por pessoas más. Mas isso implica que então no mundo real que o contínuo do bem-estar e o panorama moral não são idênticos da mesma forma. Pois a identidade é uma propriedade necessária, que não pode faltar em nenhum mundo possível.² E que se existe um mundo possível onde “A” difere de “B”, isso implica que “A” e “B” não são a mesma coisa no mundo real.

Se for possível que “bem-estar humano” e “bondade moral” não sejam a mesma coisa, então a conclusão, necessariamente, é que eles não são idênticos. Logo, a visão de Harris é logicamente incoerente.

E que tal os deveres morais objetivos? Eu argumentei, da distinção entre “ser” e “dever” que o ateísmo não tem uma base para afirmar deveres. O argumento de Harris é “Se nós temos um dever moral de fazer qualquer coisa, nós temos um dever moral de evitar o maior estado de miséria possível”. Mas o problema está no antecedente: “Se nós temos um dever moral de fazer qualquer coisa (…)”. Por que no ateísmo temos algum dever moral objetivo de fazer qualquer coisa? Essa é a distinção entre “ser” e “dever”, como notaram os comentaristas, é fatal para a posição de Sam Harris.

E ainda temos o problema do “dever” precisar de “poder”. Na impossibilidade de poder fazer qualquer coisa (determinismo) nós não temos deveres, pois não temos escolhas. Nós não somos mais do que robôs agindo em resposta eletroquímicas. Não há sequer possibilidade de “deveres morais” nessa opção.

Portanto, a posição de Harris que defende o valor e dever moral objetivo dentro do ateísmo é incoerente. Obrigado.

Sam Harris – segundo discurso

Lembrem-se que Dr. Craig não oferece uma visão diferente de moralidade. O ponto todo no Cristianismo seria garantir o bem-estar eterno das almas humanas.

Não há evidências do Inferno, mas nós deveríamos pensar no que implica pensar de acordo com esse “framework” moral. Milhares de crianças são mortas antes dos 5 anos em terror e agonia – várias antes de eu terminar essa sentença. De acordo com Dr. Craig, isso tudo faz parte do plano de Deus. Qualquer deus que permite esse tipo de ação é ou impotente ou malevolente.³ E o pior disso é que, pela visão do Dr. Craig, a maior parte dessas crianças vai para o Inferno por estar rezando para o Deus errado.

Há alguma evidência para isso? Não. Apenas é dito na Bíblia. E talvez você lembre do Senhor dos Anéis, que traz afirmações semelhantes sobre os elfos.

Por outro lado, há vários serial killers na América que podem ser perdoados depois de matarem várias pessoas. E essa visão não tem relação nenhuma com responsabilização moral.

Se Deus queria nos guiar, por que ele nos deu um livro? E por que justamente um livro que apoia atos de escravidão, assassinato, etc? Dr. Craig apoia a teoria dos comandos divinos morais que afirma que Deus não tem deveres morais, mas que seus comandos refletem sua natureza boa. Foi muito bom que Dr. Craig tenha trazido o assunto da psicopatia ao debate. Essa é uma teoria psicótica porque é ilusória; simplesmente não há razões para acreditar que nós vivemos em Universo governado por um monstro invisível chamado Javé. E também porque ela é totalmente contrária ao bem-estar dos seres humanos.

Lembre dos terroristas islâmicos. Dr. Craig não pode dizer nada a não ser que eles rezam para o “deus” errado dentro da teoria dos comandos morais divinos. Esse é o verdadeiro mal da religião, ao meu ver: ela permite que as pessoas acreditam aos bilhões aquilo que apenas os lunáticos acreditariam por si mesmo.

E eu também não sou a primeira pessoa a notar que há alguma coisa errada com um deus que deseja que você acredite nele a partir de evidências ruins. É verdade que há 2.000 anos havia milagres para nos fazer crer; mas a ciência e suas descobertas das origens humanas tem feito muito mais difícil acreditar em Deus. E não somente o Deus genérico do debate de hoje oferecido por Dr. Craig, mas o Deus Pai e Jesus Cristo que o Dr. Craig suporta.

O Cristianismo é a cultura do sacrifício humano; essa é a religião que não repudia o sacrifício humano, mas que apoia tanto que celebra um único sacrifício como sendo o efetivo. Se há algum “framework” moral menos valioso do que esse proposto pelo Dr. Craig, eu ainda não ouvi qual.

William Lane Craig – terceiro discurso

Há um “framework” menos valioso que o Cristianismo: o ateísmo! O ateísmo simplesmente não tem base alguma para valores morais objetivos. E eu estou triste em notar que nesse último discurso simplesmente não houve nenhuma defesa por parte de Sam Harris para a minha segunda afirmação no debate dessa noite: “Se Deus não existe, então não existe uma boa base para a existência de valores morais objetivos no mundo”.

Eu falei sobre o problema dos valores, eu dei um argumento para demonstrar que o “panorama moral” não é idêntico ao contínuo do desenvolvimento humano, nós falamos a diferença entre deveres morais, a distinção entre “ser” e “dever”, o problema do “dever” precisa do “poder”. Nenhum desses argumentos foi respondido por Sam Harris. Então se você quiser um sistema moral bastante ruim, tente o ateísmo: simplesmente não há nenhuma fundação para valores morais objetivos lá!

E que tal o teísmo? Harris ofereceu alguns ataques para a minha primeira afirmação de que “Se Deus existir, há uma base para uma moral objetiva para o mundo”. Infelizmente, a maior parte dos ataques foram red herrings. E eu não vou me distrair por red herrings, por exemplo: “Dr. Craig não ofereceu uma alternativa moral, pois a finalidade teísta é evitar o Inferno”. Infelizmente, isso só demonstra o quão pobremente Sam Harris entende o Cristianismo. A crença em Deus não é uma espécie de seguro contra fogos; nós adoramos a Deus por quem ele é. A perfeição de Deus o torna digno de adoração. Não há nada em relação a fugir do Inferno ou aumentar seu bem-estar.

Depois, Harris diz que “não há evidências para se crer em Deus. Veja os Problemas do Mal e o Problema dos que nunca foram evangelizados”. Mas isso é irrelevante. Como eu disse no início do debate, eu não estou argumentando que Deus existe e sim sobre que, se Deus existir, em condicional, então há uma boa base para deveres morais objetivos e o vice-versa.

Em segundo lugar, quero lembrá-los que o Mal prova a existência de Deus. Afinal, se Deus não existe, então valores e deveres morais objetivos não existem. Se o Mal existe, então segue que valores morais objetivos existem, pois alguns são maus. E então segue que Deus existe.4
Observe que Sam Harris não tem como julgar o Cristianismo objetivamente. Se o ateísmo é correto, então como alguém pode dizer que um sistema é melhor do que o outro? Não há bases para tal julgamento.

Harris também diz “é psicopático acreditar nessas coisas”. Desculpe, mas essa afirmação é tão estúpida quanto é insultante. Seria absurdo dizer que Peter Van Iwagen, Thomas Flint são psicopatas. Isso é simplesmente baixar o nível.

Eu penso que não vimos nenhuma refutação para a idéia de que se Deus existe, sua natureza moral é a base para a existência de valores morais objetivos.

E que tal deveres morais objetivos? Harris reclama que “a Bíblia suporta a escravidão”. Mas isso é irrelevante, pois eu não estou defendendo a Bíblia hoje. De qualquer forma, eu sugiro a leitura do livro de Paul Copan, Is God a Moral Monster?, para ver que essa é uma visão completamente errada. Sobre os talibãs, eu diria para eles a mesma coisa que Sam Harris diria.

“Deus não ordenou vocês a realmente fazerem isso”. Nós temos diferentes motivos, mas a resposta é a mesma.

Então eu acho que minha primeira afirmação não está em disputa. É óbvio que se Deus existem, valores morais existem, não são dependentes da opinião humana e estão fundadas na natureza moral de Deus, sendo objetivos. O verdadeiro debate é: o ateísmo pode providenciar uma base para a moralidade objetiva? Eu penso que vimos razões poderosas para dizer que não.

Sam Harris – terceiro discurso

Talvez vocês tenham notado que Dr. Craig tem um costume charmoso de sumarizar os pontos do oponente de uma forma diferente das que elas foram colocadas. Eu claramente não chamei esses professores de psicopatas, como deixei claro.

De qualquer forma, Dr. Craig simplesmente definiu Deus como sendo intrinsicamente bom. Não há razões para acreditar que existe um deus mal ou severo. Esse é um jogo semântico por parte dele.
E eu apresentei um caso para a moralidade objetiva no contexto científico. E isso só é um problema se você achar que a ciência e moral tem que se justificar de uma maneira que nenhuma ciência jamais foi capaz de ser. Toda ciência começa com axiomas assumidos. Uma ciência moral seria da mesma maneira que ciência médica; você só precisa assumir que a maior miséria possível fosse um cenário ruim e digno de ser evitado. Se trazer um valor para a ciência é não-científico, então o que é científico?

Dr. Craig está confuso sobre o que significa objetividade moral para a ciência. Há duas maneiras em que podemos usar os termos “objetividade” e “subjetividade”. A primeira é epistemológica (como conhecemos). Quando falamos de “objetividade” aqui, estamos falando de como estamos pensando: sem parcialidade, de acordo com as evidência, aberta para as opiniões contrárias. Essa é a fundação absoluta para a ciência. E essa também é a diferença fundamental entre ciência e religião.5

Mas ciência não ignora que há fatos que são ontologicamente subjetivos: há fatos de primeira pessoa, como “Como é ser você?”, que a ciência pode estudar e entender. Nossos estudos nos permitem entender isso. Esse é um falso reducionismo.

A dor que você sente é um fato subjetivo sobre você, mas que podemos entender. O que meu argumento quer dizer é que podemos falar objetivamente sobre classes de fatos subjetivos que vão pela “moralidade”. E isso depende do “bem-estar de criaturas conscientes”. Assim, percebemos que uma pessoa que prefere ser neurótica está objetivamente errada, pois está mais perto do pior cenário de miséria possível.

O pior cenário de miséria possível é ruim? Nós atingimos a pedra de uma discussão filosófica com as pás de uma pergunta estúpida. Devo lembrá-los que ateus também podem querer experimentar experiências típicas de pessoas religiosas. Não há nada que impeça um ateu de ficar um ano em uma caverna como um místico verdadeiro faria e meditar em compaixão. O que ateus não fazem é só alegações injustificadas sobre a natureza do Cosmos por essas experiências. Eu mesmo medito com gênios espirituais e considero Jesus um gênio. Mas não precisamos pressupor, sem evidências, algo além disso para provar desse tipo de experiência humana. E o fato de várias religiões possibilitarem o mesmo tipo de experiência demonstra que há um princípio mais fundo por trás disso tudo.

Se quisermos entender o mundo além dessas experiências, devemos usar a ciência. Nós podemos ter uma conversa do século VII usando o Corão; nós podemos ter uma conversa do século I usando o Novo Testamento; ou podemos ter uma conversa do século XXI que nos leva a completa prosperidade do aprendizado humano. Pensem nisso.

William Lane Craig – discurso final

No meu discurso final, gostaria de lembrar de alguns pontos e discussão e pensar se chegamos a alguma conclusão.

Primeiro, eu argumentei que Deus, existindo, providencia uma base para a existência de valores morais objetivos. A resposta de Sam Harris no seu último discurso é de que eu simplesmente disse que Deus seria bom caso existisse. Mas Deus é um ser digno de adoração; qualquer ser que não tenha a propriedade “ser digno de adoração” não é Deus, além de ser o maior ser concebível.

Logo, ele deve ser o sumo bem ou essencialmente bom. Ao entendermos o conceito de “Deus”, entendemos porque ele seria um ser bom se existisse. E se um ser assim existisse, então haveriam valores e deveres morais objetivos.

Segundo, eu disse que se Deus não existir não temos uma base para a existência de valores morais objetivos. Eu disse que, na sua visão, é impossível que o conceito de “panorama moral” seja igual ao “panorama do florescimento dos seres conscientes”. Logo, sua visão é incoerente.
Nós também vimos que “dever” precisa de “poder”, argumento que Harris jamais respondeu durante o debate.

No seu último discurso, ele diz que “nós somente precisamos confiar em alguns axiomas”. Mas isso é o mesmo que dizer que você tem que acreditar por fé! E se esses axiomas são axiomas morais, então ele está admitindo meu ponto: no ateísmo não existe uma fundação para valores morais objetivos. Ele simplesmente os assume em um ato de fé.

Ele diz: “há várias maneiras de se referir a objetividade”. É verdade; mas eu deixei clara qual minha concepção no início do debate. E valores morais não são válidos e obrigatórios independentemente da opinião humana no ateísmo.

Ele diz: “A ciência pode estudar fatos subjetivos, como a dor”. Correto. Minha pergunta é: o certo e o errado são fatos subjetivos? No ateísmo, é difícil pensar porque eles são algo mais do que isso. E assim Dr. Harris não pode dizer, como nós dois concordamos, que a mutilação genital de uma criança indefesa é objetivamente errado, não só uma opinião subjetiva.

Ele diz: “Mas há algo de errado com neuróticos e psicopatas”. É claro, eu concordo com isso. Mas minha questão é: no ateísmo, há algum motivo para dizer que o que psicopata faz é objetivamente errado? Lembrem-se que o próprio Sam Harris disse que eles poderiam ocupar o pico de seu “panorama moral” e, portanto, ele não é moral no fim das contas.

Para concluir, eu gostaria de citar um artigo de um jornal de filosofia alemão chamado “Ética inexpressível e Lei Natural [Unspeakable Ethics and Natural Law]”. O autor se encontra no mesmo patamar que Sam Harris; ele deseja descobrir um padrão que seria objetivo e independente da opinião humana no mundo, apesar de não conseguir.

Ele diz:
Qualquer tentativa de fundamenter valores morais no mundo está sujeita a resposta dos valentões do playground que não concordam com eles. Tudo que posso dizer é isso: se nós somos tudo que temos, somente se a ética fosse algo transcendente a lei [moral] poderia ser não-natural e, portanto, incapaz de ser desafiada. Como as coisas são hoje em dia, tudo é capaz de ser moral; e no entanto, espancar bebês é errado. Deixar os pobres morrerem na miséria é uma ação má. Comprar e vender uns aos outros é uma perversão; e há definitivamente, no mundo, algo como o mal. Todos juntos agora perguntam: por quem?
Que Deus nos ajude.
Obrigado.

Sam Harris – discurso final

Quantos de vocês são muçulmanos devotados? Há alguma mão levantada? Toda defesa que Dr. Craig disse hoje, com algumas modificações, pode ser dito em defesa do Islã – e, de fato, já foi dito em defesa dele. A lógica é a mesma. Nós temos um livro que diz sobre a natureza da moralidade e como devemos viver.

E se eles estiverem certos? Como devemos ver Deus, ou devo dizer Allah, em termos morais? Nós nascemos na cultura errada. Dr. Craig está condenado; não é preciso dizer. Eu fui confundindo pela Ciência. Onde está a compaixão de Allah? Por que Allah não muda essa situação? Pense em quão pouca preocupação você teve pensando nisso.

Escrituras foram escritas por pessoas que tinham menos acesso à ciência e ao senso comum menor do que qualquer pessoa nessa sala. Pense em quanto a mente de Abraão, Moisés… ou mesmo Jesus e Maomé eram fechadas. Mas Dr. Craig acredita que os autores da Bíblia sabiam tudo o que precisavam sobre o Cosmos para nos guiar nessa vida. Eu quero sugerir para vocês que essa visão da vida não pode ser possivelmente verdadeira. Assim como não há “física cristã”, não pode haver uma “moral cristã”; qualquer coisa que podemos discutir sobre esses assuntos, espiritualmente e moralmente, pode ser descoberta agora.

Nós devemos descobrir o maior número de fatos que permita ao maior número de nós viver uma vida realmente digna de ser vivida. E isso pode ser construída através de uma civilização global. Esse é o nosso desafio. Sectarismo moral a partir de Deus não é a maneira correta de seguirmos, sem falar no fato que não há evidência, em primeiro lugar, para adotar a visão teísta. Nós só precisamos de honestidade intelectual. Se a fé esteve certa sobre alguma coisa, foi por acidente. Muito obrigado.

Notas:

Você pode conferir minha previsão sobre esse padrão de comportamento na discussão da existência da moral objetiva nesse post: Evitando gafes em debates

A platéia não deve ter entendido, mas o argumento é simples. Leia o meu post sobre o problema do mal que talvez as coisas fiquem mais claras: Paradoxo de Epicuro/Problema do Mal.

Faço a mesma recomendação. Sobre essa frase leia o artigo sobre o Problema do Mal, mas agora não focando na parte introdutória sobre modalidade: Paradoxo de Epicuro/Problema do Mal.

Argumento Moral.

“Ciência permite discussão, religião não”

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Andando na Graça -

Chame a policia, pois isso é 171,caso de prisão!

Vídeo abaixo:

12/03/12

Ordenação de mulheres divide opiniões na Igreja Anglicana!





Com informações Unisinos - 















Enquanto a Igreja Anglicana da Inglaterra discute sobre a ordenação de mulheres, o site La Croix, da França, publicou uma reportagem mostrando como é a vida de três sacerdotisas que enfrentam preconceito por estarem à frente de uma paróquia.

A primeira a dar depoimento foi Rosie Harper, 56 anos, que foi ordenada como sacerdotisa em 2000, ela garante que há muita dificuldade em ser uma mulher na Igreja Anglicana e relata casos de discriminação em relação ao gênero. “A mudança foi aceita, mas os outros se opõem e me dizem: ‘Isso não é nada pessoal, mas você não pode ser sacerdote’. Um deles me disse certa vez: ‘Eu concordo com o fato de que seja sacerdote, mas Deus não”.

Harper conta também que em alguns hospitais os sacerdotes se negam a usar o mesmo pote de óleo para unção de enfermos que foi usado por mulheres bispas. “Alguns hospitais, por exemplo, dispõem de dois lugares diferentes para conservar os óleos para o sacramento da unção dos enfermos, porque alguns sacerdotes homens se recusam a tocar aqueles que foram usados por uma sacerdotisa”, disse.

Sally Hitchner, 32 anos, foi ordenada como bispa um ano depois de ser ungida como diaconisa e conta que a segunda ordenação foi mais reservada comparada com a primeira que reuniu 2.000 pessoas. “Em Edmonton, apenas duas mulheres oficiam, numa diocese que têm cerca de 100 paróquias. E nas reuniões, os padres homens às vezes se recusam a falar”, lembra a jovem que diz que Londres tem os sacerdotes mais tradicionais que são contrários à ordenação feminina.
Ela diz que nas regiões norte do país, que são mais carentes, a situação melhora, “porque todo o mundo se concentra sobre as necessidades mais essenciais”, acredita Hitchiner.

Já Katie Tupling, 37 anos, diz que nunca teve problemas com os membros da paróquia, mesmo estando eles acostumados a serem liderados por homens. “Eles estavam habituados a ter um homem no meu lugar, eles tiveram que se ajustar no começo. Nunca houve um debate teológico sobre a questão, isso não lhes dizia respeito. Especialmente o fato de que faço parte da segunda onda de mulheres sacerdotes e que isso, portanto, não tem nada de revolucionário”.

Harper e Hitchner, porém, dizem que os frequentadores ficam “chocados” com a presença feminina na função de sacerdotisas. Até os pais das moças foram contra o chamado sacerdotal. Mas assim como os membros e demais anglicanos a tendência é que se acostume com o fato. “Meu pai, que é sacerdote, ficou muito chocado no início, lembra” Rosie Harper. “Depois de várias discussões, ele rapidamente percebeu o que tinha de fazer e aceitou muito bem a minha decisão”.