Por Heuring Felix

Um tema bem atual e vivido por segmentos que não aprovam o modo vulgar como se comporta os evangélicos.É a realidade dos ‘’libertários’’,podemos assim chamar aqueles que levantaram a bandeira da ‘’libertação’’ denominacional para viver segundo suas idéias,seu caminho!

Não se pode negar que o sistema religioso a muito vem se degradando,a teologia da prosperidade tomou e assolou as comunidades cristãs,se já não bastava a chamada ‘’renovação’’, a prosperidade tomou conta dos pentecostais e renovados, dando a lugar a heresias neo pentecostais. Podemos afirmar que vai ficar pior!

O ''libertário'' cristão já existia dentro das igrejas protestantes puritanas e liberais,só não havia uma intensidade como nos dias atuais. Então o ‘’libertário’’ ficava ali no meio do muro,fazendo alianças com a teologia liberal e a teologia tradicional .Uma idéia forte para combater a prosperidade positivista, que espalhava seus tentáculos heréticos dividindo igrejas ao meio!

Uma defesa para combater um grande mal,que não surtiu efeito algum,pelo contrário,liberou uma onda de pensamentos e formulações de idéias que beiram a libertinagem e a anarquia,’’ser livre em Deus não significa fazer o que queres ,pois é o todo da lei’’!

O ‘’libertário’’ vem com a proposta de que você tem que ser feliz a qualquer custo,seja livre,mesmo que seja preciso fazer uma releitura das escrituras sagradas para convencer sua mente de que é assim que devemos viver na terra,simples e racional.Se fosse de Deus,mas, como vem dos homens,devemos sempre desconfiar dessas simplicidades atrativas que são mais armadilhas pra angariar números,seguidores, sempre em detrimento de algum guru ou líder que tenta a todo custo ocupar seu lugar na fama,na mídia ,no poder e no reconhecimento de si.É um jogo que vicia o individuo,como o jogo político!

É uma forma de manipulação que convence o individuo através do charme e brilhantismo das palavras,muito bem relacionadas dentro de uma lógica contextual,é incisivo e vai diretamente na ferida do câncer que se encontra nas igrejas evangélicas,ao mesmo tempo que se instá-la um vírus que vai gerar uma doença maior ainda. O ''libertário'' pretende sim,colocar o homem como o maior bem supremo,olhem para os seguidores dos homens que difundem essa filosofia e vocês verão a paixão feroz que eles nutrem por seu guru!

A pessoa é a própria presença do homem, com pleno direito à realização pessoal, ao qual é exigido o compromisso com Deus, na luta, para que os valores da pessoa sejam reconhecidos e promovidos.A cada um o seu paraíso, o seu direito à felicidade,a cada um a forma que se sinta feliz.Pode se dizer que cresce um antropocentrismo cristão como forma de combater a merda da teologia da prosperidade que está por ai,prostituindo a igreja.Um mal para combater outro mal !



Igreja,olhemos para o caminho que Jesus andou.implica em uma radicalidade e ao mesmo tempo em um equilíbrio sublime,nada mais importa a não ser seguir os passos do mestre,o resto são iguarias da teologia humana,tão banal e metamórficos inerente ao estado de queda.Pois o que vemos é resultado daquilo que nos encontramos agora,por isso Jesus é o ponto de equilíbrio.Um dia não seremos assim!

Em Jesus sempre!

As chaves do reino e o jugo de Jesus!


















Por Ed René Kivitz


Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. E Jesus, tendo concluído estas parábolas, se retirou dali.
(Mateus 13: 52-53)

O jugo dos rabinos

Jesus diz que há "rabinos" e "rabinos". O que distingue os rabinos é a experiência do reino de Deus. Os rabinos que são instruídos no reino dos céus têm em casa um tesouro contendo coisas velhas e coisas novas. As coisas velhas da tradição de Moisés, e as coisas novas do reino de Deus.

O rabino é essencialmente um intérprete da Lei de Moisés. Ele é responsável por responder a seguinte pergunta: Como colocar a Lei em prática? A espiritualidade judaica é de ação, e os rabinos interpretam a Lei para tentar discernir quais ações um seguidor da Lei deve realizar, e quais deve evitar.

Quando o rabino interpreta a Lei, ele está preocupado em permitir e proibir, em termos simples, dizer o que pode e o que não pode. Por exemplo, considerando que o sábado é dia de descanso, santificada para Deus, qual é a maior distância que se pode percorrer? Um rabino dirá "cinco quilômetros", outro dirá "cinco quilômetros, desde que não se leve nenhuma carga". Os rabinos dedicam suas vidas essencialmente a discutir o horizonte de possibilidades de práticas da Lei para a vida dos seguidores. Seu grande desejo é chegar o mais próximo possível da intenção original de Deus ao proferir um mandamento.

Os rabinos possuem diferentes regras, isto é, cada um tem sua lista de proibições e permissões, que registra a interpretação que o rabino tem da Lei, sua compreensão de como se deve viver a Torah. Essa lista é chamada de o jugo do rabino: cada rabino tem seu jugo, que seus discípulos devem aceitar e obedecer. Quando alguém segue um rabino então se diz que está sob o jugo do rabino.

Na tradição judaica os rabinos faziam perguntas aos seus discípulos a respeito da Lei. Por exemplo: O que é guardar o sábado? De acordo com a resposta, o rabino responderia: "Muito bem, você cumpriu a Lei". Caso a resposta não fosse aceita pela rabino ele diria ao seu discípulo "Você aboliu a Lei".

De vez em quando, aparecia um rabino que dizia ter uma outra interpretação da Lei. Então, todos os rabinos se reuniam para discutir se essa nova interpretação estava cumprindo ou abolindo a Lei. Para um rabino ter sua autoridade reconhecida, receber o direito de ter seu próprio jugo, deixar de ser discípulo sob o jugo de um rabino e ter seus próprios discípulos sobre quem colocará seu jugo, havia necessidade do testemunho de pelo menos dois outros rabinos. Os dois rabinos mais antigos diziam: "Cremos que este novo rabino tem autoridade para interpretar a Lei e que suas interpretações cumprem a Lei". Quando isso acontecia, o novo rabino recebia as chaves do reino, permissão para permitir e proibir, fazer sua própria lista de obrigações dos seus discípulos. Agora ele tinha autoridade para ligar e desligar.

O jugo de Jesus

É nesse contexto que entendemos as expressões de Jesus:

"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir".
Mateus 5.17

"Vocês ouviram o que foi dito... Mas eu lhes digo".
Mateus 5-7

"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11.28-30

"Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: "Quem os outros dizem que o Filho do homem é?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas". "E vocês?", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus".
Mateus 16.13-19

"Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados (jugos pesados) e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los".
Mateus 23.1-4

As pessoas, e principalmente os escribas e mestres da Lei, começam a questionar a autoridade de Jesus: "Quem foi que autorizou você a ter discípulos? Quem deu a você autoridade para falar e fazer essas coisas?" (Mateus 21.23). Isso explica porque em seu batismo Jesus recebeu o testemunho de João Batista e também da voz do céu (Mateus 3.13-17) - duas testemunhas, duas fontes de autoridade.

O jugo dos discípulos de Jesus

Quando Jesus entrega as chaves do reino a Pedro, na verdade está entregando a chave nas mãos de sua igreja, sua ekklesia. A rocha sobre a qual a igreja está edificada não é Pedro, mas a confissão de Pedro a respeito da messianidade de Jesus, ou mesmo a própria messianidade de Jesus, ou ainda o própria Jesus (1Pedro 2.4-8). Jesus estava dizendo aos seus discípulos: "Aqui estão as chaves do reino , o que vocês ligarem aqui será ligado no céu. A mesma autoridade que recebi, eu lhes dou. A mesma autoridade que eu tenho, a minha igreja tem".

A partir da confissão de Pedro e da admissão pública de Jesus a respeito de sua messianidade, surge um novo grupo de discípulos judeus na Palestina: pessoas que não estavam mais sob o jugo da Lei de Moisés, mas sim sob o jugo de Jesus.

À medida que o evangelho do Reino se espalhava, os judeus convertidos começaram a discutir os limites da Lei, isto é, de que maneira o jugo de Jesus era diferente do jugo de Moisés. Os apóstolos e anciãos da igreja se reuniram em Jerusalém e concluíram: "Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue" (Atos 15). Naquele chamado Concílio de Jerusalém vemos claramente a comunidade de Jesus usando as chaves do reino, proibindo e permitindo, ligando e desligando.

Jesus reúne seus discípulos, coloca sobre ele o seu jugo, e em seguida lhes dá a chave do reino. Os apóstolos sabem que a chave do reino está em suas mãos, o que significa que eles também têm, autoridade para estabelecer um jugo aos gentios, e então, decidem colocar um jugo mais leve sobre todos.

Em Mateus 19, por exemplo, fala-se a respeito do divórcio. Jesus assume um posicionamento conservador, ao lado do rabino Shamai, em detrimento do rabino Hilel. Entre o jugo de Shamai e Hilel, Jesus ficou com o jugo de Shamai, que permitia o divórcio apenas em caso de perversão sexual (gr. pornéia). Mas em 1Coríntios 7, o apóstolo Paulo avança a discussão e amplia a possibilidade de divórcio: o abandono pelo descrente por motivo de fé. Este é um exemplo claro de como a igreja usou a chave do reino para proibir e permitir, ligar e desligar.

Esta é a base bíblica para afirmarmos que a igreja tem a prerrogativa que lhe foi conferida por Jesus de acompanhar a história, o contexto social e cultural, e dizer aos novos discípulos a que jugo devem se submeter no discipulado de Jesus.

Note bem que a prerrogativa para proibir e permitir, ligar e desligar, não está nas mãos de nenhuma pessoa em particular, mas da Igreja de Jesus. A autoridade é da igreja, e os pastores também estão sob o jugo da Igreja. Teologia é algo que se faz em comunidade, e mesmo as comunidades não devem permanecer isoladas, enclausuradas em seus horizontes estreitos, mas devem andar em comunhão com o corpo de Cristo espalhado no tempo e no espaço: em toda a história e todo lugar. Buscar o consenso da comunidade de Jesus é uma questão de segurança que visa a fidelidade a Jesus e à verdade revelada de Deus nas Escrituras Sagradas. O Espírito Santo nos guia a toda a verdade e nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16.7-15), o que significa que somente sob o Espírito Santo a comunidade é capaz de interpretar e atualizar o jugo de Jesus.

Cada cristão é responsável diante de Deus por avaliar seus mestres espirituais, discernir os falsos profetas, para que não se coloque sob jugo infiel (Mateus 7.15-23; Atos 17.11; 20.28-30; 2Coríntios 11.13,14; Filipenses 3.17-21; 1Timóteo 1.5-8; 2Timóteo 2.14; 3.1-9; 4.1-5).

Andar com Jesus, é andar debaixo de um fardo leve: "Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados" (1João 5.3). Isso implica viver em comunidade. Implica assumir o compromisso de ouvir o que a igreja tem a dizer e se submeter à voz do Espírito que fala na comunidade: "Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apocalipse 2.7).

O “SEU JESUS” TEM QUE MORRER!..



















 Por Caio Fabio




Quase nem um discípulo crê que encontrou o que encontrou em Jesus, e, assim, uns ficam tomados da Grande Alegria de quem achou a Pérola de Grande Valor [mas quase sempre crendo que é só para ele]; ou, então, acham que é bom demais para ser verdade, e, assim, transferem a Plenitude da Revelação de Deus para uma outra Dimensão, pois julgam como Naamã, o siro, que não poderia, sendo verdadeiro, ao mesmo tempo ser tão simples.



Assim surgem dois pólos: os que acham que é só pra eles, e que até escondem a revelação; ou os que julgam que não pode ser assim, tão simples, tão aberto, tão para todos, e, por tal razão põem-se a buscar “novas revelações”, posto que não podem crer que seja de fato simples e para todos.



“Senhor, mostra-nos o Pai e isto no basta”, pedido de Felipe (Jo. 14), revela todas essas dimensões, entretanto, revela uma mais, que é a incapacidade humana de crer que no Evangelho não há mistério, não há nenhuma revelação “iso-terica”, mas sim eso-térica [a primeira é para apenas dentro, a segunda é para fora]; pois o Evangelho é para todos.



Desde sempre que os discípulos ficam surtados pelo paganismo essencial (ICo 12 –“... guiados pelos ídolos mudos...”), desejando sempre pertencer a um grupo superior, seja no poder, seja na representação, seja na autoridade, seja no que for...



Nenhum dos verdadeiros apóstolos acharam que tinham um novo mover ou revelação; ao contrário, todos eles julgavam-se herdeiros do Evangelho eterno, e, por isso, eles estavam no mundo para ser Fundamento da Verdade do Evangelho, e não alicerces mutantes do Evangelho.



Os “evangelhos dos 2º e 3º séculos”, como o de “Maria Madalena”, Tomé, etc.] — são o resultado dos grupos “cristãos gnósticos” [naquele tempo baseados no Egito, entre o Cairo de hoje e Alexandria; e que eram eso-téricos] de terem evangelhos diferentes dos quatro aceitos [e que são decorrência uns dos outros: Marcos é o esqueleto; Mateus é um acréscimo do que Marcos não disse aos judeus; Lucas é Marcos e Mateus ampliados em certas coisas, e visando levar a mesma história-mensagem para o mundo greco-romano; e João é um Evangelho-mensagem que inclui aquilo que coerentemente faltava no que os três evangelhos anteriores deixaram de fora.



Os “evangelhos esotéricos” de Nag Hamad [http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=0024200006] contam histórias que supostamente somente os “cristãos esotéricos"] conheceriam; por exemplo, que Madalena seria a Madre Superiora do Grupo Apostólico, e que com Jesus ela tinha uma relação especial, conjugal, e que, portanto, isto dava amparo à visão gnóstica de uma prática de vida na qual havia “um Jesus de acordo” com eles; ou seja: de acordo com seus próprios “Jesuses”:








Mas quando Jesus disse a Filipe: “Quem me vê a mim vê o Pai”, Ele acaba com tudo isto; e lançava a base para o Jesus-Jesus, o qual, por mais que seja visto por pessoas diferentes, sempre fará uma síntese sinóptica para os discípulos; assim como Marcos, Mateus e Lucas são coerentes entre si, apesar de serem fruto de observações distintas, e, o de João, mesmo sem história cronológica dedica, carrega o mesmo espírito, posto que fale da mesma pessoa.



Assim, leia os evangelhos, mas antes exorcize os “evangelhos esotericos de sua denominação” de seus pressupostos de interpretação, e, assim, vá à Bíblia, e o que lhe parecer ser como Jesus, não hesite em assumir, e o que não se parecer com Ele, saiba: era apenas sombra daquilo que em Jesus teve seu cumprimento e interpretação definitiva.



Talvez esta seja minha maior ênfase aqui neste site. Mas não me custa repetir tantas vezes quantas sejam necessárias.



NEle, que quer ser apenas Um para cada um de nós,

















Por Folha Online

O mais forte terremoto em mais de 200 no Haiti causou o colapso de um hospital e sérios danos ao Palácio Nacional, à sede da força de paz das Nações Unidas e a outros edifícios. Funcionários diplomáticos americanos e testemunhas relataram corpos nas ruas e um funcionário de auxílio descreveu "desastre total e caos".

O Haiti é o país mais pobre do Ocidente. O Brasil comanda cerca de 7.000 soldados da força de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1.300 homens na região. O Ministério da Defesa informou, por meio de nota, que houve "danos materiais" em instalações usadas por brasileiros, mas não citou vítimas.

"As Nações Unidas pode confirmar que a sede da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), em Porto Príncipe sofreu graves danos, juntamente com outras instalações das Nações Unidas", disse o subsecretário-geral para Operações de Paz Alain Le Roy, em um comunicado divulgado em Nova York.

"Os contatos com a ONU no terreno têm sido severamente prejudicados", disse Le Roy, acrescentando que um grande número de pessoas que trabalham para a organização continua desaparecido.

As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país extremamente pobre, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.

Karel Zelenka, representante da ONG Catholic Relief Services (Serviços de Auxilio Católico), em Porto Príncipe, disse a colegas americanos, antes de o serviço de telefone cair, que deveria haver "milhares de mortos", segundo uma porta-voz do grupo de ajuda, Sara Fajardo.

"A cidade inteira está na escuridão, você tem milhares de pessoas sentadas nas ruas, sem ter para onde ir", disse Rachmani Domersant, um gerente de operações da ONG Food for the Poor (comida para os Pobres) para os pobres, à Reuters. "Eu vi 7 ou 8 edifícios, de edifícios de escritórios a hotéis e lojas, desmoronados [...] Acho que [falar] em centenas de vítimas seria uma minimização."

O porta-voz do Departamento de Estado, PJ Crowley, disse em Washington que o pessoal da embaixada estavam "literalmente no escuro", após falhas de energia.

"Eles relataram estruturas desabadas. Eles relataram uma série de muros caídos. Eles viram um número de corpos na rua e na calçada, que haviam sido atingidos por destroços. Então, claramente, vai haver uma séria perda de vidas", disse ele.

Felix Augustin, cônsul geral do Haiti, em Nova York, disse que uma parte do Palácio Nacional havia desabado.

"Edifícios desabaram por toda parte", disse ele. "Tivemos vidas destruídas [...] Vai demorar pelo menos dois ou três dias para que as pessoas saibam o que está acontecendo."

Um cinegrafista da agência Associated Press viu um hospital destruído em Petionville, perto da capital, bairro que abriga muitos diplomatas e haitianos ricos, assim como muitas pessoas pobres.

Em outra parte do capital, um funcionário do governo americano relatou ter visto casas que tinham caído em um barranco.

Com os telefones sem serviço, algumas das comunicações são feitas por meio de redes sociais na internet, como o Twitter. Richard Morse, um músico bem conhecido que gerencia o famoso Olafson Hotel, manteve um fluxo de relatos sobre as réplicas do tremor e os relatórios de danos.

As notícias, baseadas principalmente em relatórios de segunda mão e fotografias, dão conta de pessoas gritando com medo e estradas bloqueadas com detritos.

A maior parte dos 9 milhões de haitianos vivem em profunda pobreza, e, após anos de instabilidade política, o país não tem normas reais de construção. Em novembro de 2008, após o colapso de uma escola em Petionville, o prefeito de Porto príncipe estimou que cerca de 60% por cento dos edifícios eram construídos de forma precária.

O terremoto foi sentido na vizinha República Dominicana, que compartilha a fronteira com o Haiti, na ilha de Hispaniola, e deixou em pânico moradores da capital, Santo Domingo, muitos dos quais fugiram de suas casas. Mas nenhum dano maior foi relatado.

No leste de Cuba, casas balançaram, mas também não houve relatos de danos significativos.



















Por via Revelatti

Um teste de míssil disparado pelo Irã na semana passada foi relatado pelo World Service da BBC como sendo “capaz de atingir Israel”.

A escolha das palavras não foi inabitual. Em ocasiões anteriores quando o Irã efetuou testes de mísseis de longo alcance, a BBC e outras mídias ocidentais informaram-nos devidamente que o dito dispositivo é “capaz de atingir Israel”. A frase banal é tão ouvida habitualmente nestes boletins de notícia que a sua utilização trai um roteiro codificado. As implicações não tão subliminares são que o Irã é: a) o estado hostil; b) faz algo ilegal ao testar um míssil de longo alcance; e c) acelera a sua alegada ameaça de eliminar o estado de Israel.

Poucas horas após estes relatos, o governo dos EUA saiu-se com a piedosa acusação de que o teste “mina as afirmações do Irã de intenções pacíficas”.

Isto é um sistema de propaganda em pleno funcionamento: a escolha das palavras e a estrutura da lógica são concebidas para condicionar o povo a aceitar certas opções. Neste caso, a opção pré-determinada é um ataque unilateral ao Irã pelos EUA ou por Israel. Em tal caso, ele naturalmente será relatado pela BBC e outras mídias ocidentais como uma medida militar “antecipativa” (”pre-emptive”) para “impedir” o Irã de atacar interesses ocidentais na região. Também serão relatados, sem dúvida, os “danos colaterais” de baixa civis – vítimas infelizes de uma “causa justa” destinada a levar um “regime rígido” a obedecer “normas internacionais”. Isto é a clássica engenharia de pensamento que o ensaísta político britânico George Orwell expôs tão brilhantemente – a utilização oficial de palavras desinfectadas para encobrir a verdade sórdida.

Assim, vamos recapitular e voltar atrás com as notícias de alguns fatos pertinentes e o seu contexto que são habitualmente omitidos nos relatos das mídias ocidentais.

O Irã testou um míssil de longo alcance – dentro das suas fronteiras soberanas. Os EUA e os seus aliados ocidentais executam tais testes de armas o tempo todo, como é do seu direito soberano. Um dos aliados dos EUA, Israel, acumulou armas nucleares em contravenção ao Tratado de Não Proliferação. Este mesmo aliado anteriormente cometeu atos de agressão (crimes de guerra) com o lançamento de ataques aéreos a países vizinhos. Israel, com aprovação aberta de Washington, disse reiteradamente que está preparado para atacar o Irã “em breve”. Os próprios EUA advertiram várias vezes que se reservam o direito de utilizar uma opção militar nas suas relações com o Irã. Os EUA estão travando guerras ilegais em três vizinhos do Irã: Iraque, Afeganistão e Paquistão. Uma dinâmica de medo e desconfiança entre países do Golfo está alimentando uma corrida regional às armas. Esta dinâmica está sendo pressionada pelos EUA de acordo com óbvios interesses próprios (vendas maciças de armas, influência geopolítica) que são camuflados pela ilusão do monstro iraniano, a qual, infelizmente, estados do Golfo parecem aceitar. Considerando tudo, estes fatos realmente “minam as afirmações dos EUA de intenções pacíficas”.

Aqui estão alguns outros fatos que, curiosamente, os mídias ocidentais não dão a devida importância. O Irã não está em guerra com qualquer país, embora seja habitualmente acusado nas mídias ocidentais, sem provas de apoio, de subversão encoberta por toda a região. O Irã está trabalhando num programa de energia nuclear, o qual afirmou reiteradamente que é para produzir eletricidade para fins civis. Após uma década de estreita fiscalização por inspectores da ONU, a qual os EUA ou os seus aliados nunca teriam permitido nos seus próprio territórios, os inspectores reiteraram que não há evidência do Irã construir uma arma nuclear. No entanto, esta conclusão não impede a teimosa afirmação de Washington e Londres de que Teerão está a construir armas nucleares (sugestão para mais vendas de armas).

Dados estes fatos, o disparo de teste pelo Irã de um míssil de longo alcance está longe de ser um acto quase criminoso carregado de intenções hostis. É a acção de um país que precisa mostrar que se pode defender em meio a contínuas provocações de agressores comprovados e muito mais poderosamente armados, cujo arsenal também inclui um sistema de propaganda que teria maravilhado o mestre de relações públicas nazi Joseph Goebbels.


via Revelatti