A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço!

Martinho Lutero

25/11/2008

Pequenos Modelos de anticristos,que preparam a vinda do iníquo!




Texto Heuring Felix Motta

‘’Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios da mentira,( II tessal. 2:9)’’!
‘’Esses muitos anticristos, escreveu João, “saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco”. — (1 João 2:18, 19.)

Ora ,não é de se admirar que homens como o apostolo Paulo e o apostolo João, já soubessem o que muitos hoje não querem nem saber,tem pavor quando toca no assunto, e muitos ate fazem conjurações para aqueles que se preocupam com a verdade do evangelho como sendo verdade libertadora e que nos transpõe a fase adulta da cruz,a graça em Cristo!

Cada dia fico mais assustado, e na mesma sensação produzo uma outra sensação que é uma alegria que aceita o cumprimento da palavra escrita; a fanfarrice de apóstolos ,paipostolos,bispos,pastores e pastoras, se enganando e enganando pessoas mutuamente, uma mistura prostituída de um positivismo falido com crenças pagãs e bruxarias de quinta categoria,assim são os brincalhões eletrônicos e conferencistas de toda a espécie de gênero e número,prometendo e fazendo curas,usando o nome de Deus para lucrar com produtos feito aqueles mercadores do templo,aqueles que lucravam juntamente com os fariseus com produtos relacionados a religião,se lembram?
Fazem curas em nome de Deus,operam milagres,usam de autoridade e expulsam demônios,a bíblia é só um detalhe do chamado show da fé, não há profundidade muitas vezes,mas,o que importa mesmo é que você tire seu dinheiro do bolso e gaste com livros,CDs,carnês,parcerias ministeriais,bíblias de toda a espécie de gênero para todos os gostos e crenças, cores e tamanhos,quem da mais leva!





Paulo nos alerta para uma coisa que eu venho refletindo a alguns anos, o surgimento do anticristo,ele fala que o iníquo será segundo a eficácia de satanás, ou seja inteligente,astuto,sedutor e defensor da paz e da igualdade;segundo detalhe, ele terá poder de curar,realizar milagres e prodígios que nos fazem lembrar alguns lideres religiosos do nosso tempo, na realidade como diz o tema deste texto, vejo esses lideres como modelos do que virá,um preparo para a coisa pior,para a grande catástrofe que confundirá até mesmo os escolhidos,que por sinal já estão confusos e perdidos diante de tantas formas doutrinarias e esquisitices de mentes doentes e neuróticas , produzidas por frustrações e problemas internos que vem ate mesmo desde da infância,é assim que acontece a proliferação dos pequenos anticristos,basta você ligar a TV todos os dias, você certamente encontrará alguns!




''Quem não está do meu lado é contra mim [ou é anticristo], e quem comigo não ajunta, espalha.” — Lucas 11:23. Jesus tinha essa preocupação, ora ser contra a Jesus não é simplesmente negar seu nome,implica também na falta de entendimento e a deturpação de tudo o que ele falou em vida e fez, na realidade Jesus não pregou a existência de mais templos e lideres religiosos com poder e grande gloria,ele simplesmente queria que a verdade do evangelho se tornasse o reino presente,ou seja melhorar a condição da humanidade,reconciliar ela em liberdade total com o divino;quem não entende isso certamente está se tornando um pequeno anticristo!



O Cristianismo está preparando a vinda do iníquo,o cristianismo está parindo todos os dias milhares de pequenos anticristos, que surgem e levam multidões para uma fé cega e sem compromisso com a verdade e com a vida,é triste em ver pessoas buscando em outras pessoas a presença de Deus,é uma inversão total dos valores verdadeiros da graça em cristo,é se subjugar novamente a lei da escravidão e abandonar totalmente o vôo livre da graça!




João afirma com autoridade, que eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos (1 João 2:18, 19.) ou seja eles tinham Deus no coração,aceitaram a nova fé e depois se enganaram na tentativa de traduzir Deus de uma forma que ele não é, para atender seus interesses e suas formas deturpadas de crenças; João ainda afirma que se fossem de fato a igreja de Jesus, eles teriam permanecidos nos princípios da verdade do evangelho como sendo evangelho simplificado por Jesus e sua graça libertadora, por isso eles se desviaram mesmo achando que não estão errados e sim convictos de que aquilo é a mais pura verdade,quanto a isso Jesus disse: ‘’E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos.” — Mateus 24:9, 11.Na verdade Jesus está dizendo: olha vocês se não tomarem cuidados vão ficar confusos por que a coisa é muito parecida,peça a Deus entendimento para poder escapar dessa confusão,ele quis dizer isso, o retrato que eu vejo hoje é o cumprimento daquilo que Jesus profetizou a mais de 2000 mil anos!



O apóstolo Paulo alertou Timóteo, seu companheiro de trabalho, contra os ensinamentos de apóstatas, tais como Himeneu e Fileto, cujas palavras se espalhariam como gangrena’(2 Timóteo 2:16-18). Paulo acrescentou: “Estes mesmos se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já ocorreu; e estão subvertendo a fé que alguns têm.”O que ocorre hoje com as chamadas igrejas evangélicas? É justamente o que ocorria no passado só que hoje em uma escala gigantesca e irreversível,sei que tudo é possível pra Deus, mas nesse caso essa prostituição do evangelho caminha para que se cumpra a palavra!





“Haverá um período de tempo em que as pessoas que professam servir a Deus não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos.” (2 Timóteo 4:3) Esses religiosos impostores são também descritos como “falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”. A Bíblia continua, dizendo: “O fim deles será segundo as suas obras.” — 2 Coríntios 11:13-15.


Ora vem senhor Jesus,amém e amém!

CHARGE DO DIA: Josiel Botelho

AQUI NÃO PASSA NADA,RS


NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA!






Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas.

Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós.

Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação.

No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais:


1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.

2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais.

3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um acontecimento existencial que tem seu inicio em nós quando cremos que Deus estava em Cristo, e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.

4. Que embora o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa e sincrética, nem por isso ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação. Isso porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas em si mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração.


Assim, que cada um tenha o natal que em si mesmo tiver sido gerado!

O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

Do contrário, para mim não haveria natal, posto que um homem como eu já não encontra ilusões viáveis como paliativo e auto-engano para a existência.




Por isso digo: sem o meu natal de fé em Cristo, sobraria apenas o meu funeral de tristeza.

Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”.

Há quem o torne algo tão “exato” que não o celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”.

Há quem não o celebre por julgá-lo uma festa pagã.

E há também quem o denuncie de modo estapafúrdio, como um certo “apóstolo” que, desejando “teologizar” — coisa, para ele, mais difícil do que boi voar —, disse que a Encarnação não é para ser celebrada, mas apenas a Ceia do Senhor. E concluiu que quem celebra a Encarnação celebra o Primeiro Dia em vez de celebrar o Sétimo. Assim, conclui ele, tal pessoa voltou atrás. E isso tudo sem lembrar que João diz que todo espírito que não confessa a Encarnação não procede de Deus, pois é espírito do anticristo, o qual já está no mundo, e, segundo João, “procede do meio de nós”.

Sem Encarnação, Aquele que morreu e ressuscitou não poderia dizer: “Vede! Um espírito não tem carnes nem ossos, como vedes que eu tenho!”

Sem começo, não há fim. Portanto, tratando-se de Deus, Alfa e Ômega são a mesma coisa, pois Aquele que é é, e nEle não se pode m separar eventos que salvam e eventos que não salvam. E isso por uma única razão: Quem salva é Ele, e não pedaços dEle!

Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História, visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo.

Portanto, não há nada tão final quanto o próprio começo de tudo!


NEle,



Caio

20/11/2008

Graça sem limites!



Texto do Pr.Russel Shedd




fortes restrições à intolerância.

O mundo pós-moderno, além de rejeitar o conceito de verdade absoluta, tem fortes restrições à intolerância. Um mundo globalizado, que valoriza uma política democrática, que percebe a grande importância de aceitar todas as raças, cores de pele, opiniões religiosas ou políticas como iguais, não pode se dar ao luxo de rejeitar pessoas diferentes. Minorias devem ter os mesmos direitos que a maioria. Não admitimos mais escravos nem a condenação de hereges à fogueira. Porém, os difundidos valores da atualidade ocidental têm implicações para a visão geral da graça de Deus.

Durante quinhentos anos, o protestantismo tem negado o valor das obras feitas pelo esforço próprio para conseguir a aceitação de Deus. O legalismo não tem qualquer papel na salvação; apenas na condenação. A lei conduz o pecador a Cristo, que abre a porta da salvação pela fé. Graça revela a aceitação do sacrifício de Cristo como suficiente para anular o pecado e encaminhar o então renascido filho nos trilhos da santidade. Isto é o que significa salvação pela fé em Cristo.
No lugar da lei, Deus cumpre sua antiga promessa de enviar seu Espírito aos corações dos que crêem em Cristo e conduzi-los vitoriosamente para sua salvação final. Paulo coloca esta verdade em Gálatas assim: “Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência (desejo) da carne” (Gl 5.16).

Até aqui tudo bem! Não há problema quanto ao perdão dos filhos pródigos que voltam para a casa onde o Pai os recebe de braços abertos e lhes oferece uma festa maravilhosa. A graça ilimitada de Deus é o cerne das Boas Novas que recebemos e oferecemos nas igrejas verdadeiramente evangélicas.

Uma vez recebida a oferta de perdão pela fé, pecadores que não merecem a graça descansam no “infinito” amor de Deus. Assim, somos confrontados com a difícil questão dos pecados “pós-batismais”, os delitos dos crentes. São eles os escândalos, adultérios, divisões e divórcios, além das ações antiéticas de políticos que envergonham os evangélicos que os elegeram. A lista está longe de ser completa. Será que justificação pela graça não engendra um perigo de apatia espiritual e moral?

Jesus contou a história do devedor de dez mil talentos, cerca de trezentos e cinqüenta quilos de prata, que, depois de receber perdão da dívida que nunca conseguiria pagar, não perdoa uma pequena dívida de um colega. O credor original aplicou a dívida novamente ao devedor com todo o seu rigor! Como ficaria a graça quando o devedor arrependido volta, implorando o credor para anular a obrigação depois de ouvir a sentença? Conseguiria perdão? O seu caráter realmente mudou?

Será que a graça pode ser recebida sem nenhum constrangimento? Creio que o filho mais velho interpretou a indulgência com que o pai tratou o pródigo como promoção de libertinagem. Paulo disse que o amor de Cristo nos constrange como uma camisa de força que restringe quem a veste. Pecar para promover um aumento de graça é um engano
segundo Romanos 6.


Era de se esperar que a tolerante sociedade ocidental entendesse que Deus não aplicaria uma exigência de santidade mais rigorosa para pecados de crentes do que para os que se entregam a Cristo pela primeira vez. Todos mostram tolerância ilimitada para os que vêm do mundo para Jesus. Ele veio para salvar pecadores. O transporte do império das trevas para o reino de luz foi efetuado por Deus livremente.


Não foi o próprio Senhor Jesus que mandou que os seus seguidores perdoassem ofensores setenta vezes sete? Não seria voltar para o legalismo exigir uma vida santa que impõe um padrão de comportamento e atitudes de alguém que tomou sobre si o jugo de Cristo? Os donatistas do norte da África no século IV se separaram da Igreja Católica porque acharam que a igreja tinha que ser santa. Pessoas que cometeram pecados graves, tais como adultério, homicídio, ou negaram a fé na perseguição, somente poderiam ser perdoados se fossem martirizados.



Não será possível, nas limitações desta coluna, tratar a questão da disciplina na igreja mais profundamente. Uma vez que a igreja se fragmentou em milhares de denominações, não é possível banir definitivamente um cristão que pode se afiliar a outra igreja ou denominação. Ser excluído de uma igreja local não significa que todas as igrejas reconhecerão a disciplina. A tolerância continuará, se não em todas as igrejas evangélicas, pelo menos na grande maioria.

16/11/2008

CHARGE DO DIA: Josiel Botelho

NÃO JULGARÁS,RS


A Vitória de Barack Obama




Texto do Dom Robinson Cavalcanti


O “vício” de 32 anos lecionando Relações Internacionais me fez, mais uma vez, acompanhar (muitas vezes entediado), o longo processo das “primárias” da eleição presidencial norte-americana, sem nunca ouvir, de qualquer aspirante (e assim permaneceu até o final) qualquer referência a uma política para a América Latina, ou para os milhões de imigrantes latinos “indocumentados”. As amarras da cultura e dos sistemas (político, econômico, judiciário) engessam as alternativas. No final, porém, a crise econômico-financeira forçou uma maior nitidez entre os candidatos.

Tenho visitado aquele país por 42 anos, e acompanhado suas eleições desde adolescente. Conheci o velho sul com quatro sanitários nas rodoviárias (para homens e mulheres; pretos e brancos), fui aluno na UCLA (Los Angeles) no apogeu das lutas pelos direitos civis, e tive em Martin Luther King Jr. um dos meus heróis (há um pôster dele pregando “eu tive um sonho” em meu escritório). Agradeço ao editor Marcos Bontempo, por ter colocado “na prateleira” do site da Ultimado, um artigo escrito por mim há 20 anos, intitulado “Negro, Pastor, Herói”. Na véspera da eleição, estando em Paripueira, concedi uma entrevista de 20 minutos para a Rádio Folha FM, do Recife.

Por isso, passei longas horas indo da Foxnews para a CNN em inglês, da CNN em espanhol para a BBC internacional, para a CBN no rádio, ouvindo uma profusão de jornalistas e cientistas políticos, das mais variadas posições. Sou de uma geração que cresceu, sob a Constituição de 1946, vivenciando a liberdade de organização e expressão, que conheceu, no início, lindos anos de uma universidade viva, na busca de utopias libertárias para um mundo injusto, mas que veio a conhecer os “anos de chumbo” da repressão e da censura do regime militar. Escolhi a profissão-missão de professor universitário, para poder viver em uma atmosfera onde se podia respirar e aprender com a circulação de idéias, que eram apenas combatidas por outras idéias. Já se disse, ainda, que, “quando há quatro cientistas sociais, há cinco propostas...”.

Há eleições que mudam profundamente as estruturas de um país, e outras que são mais revoluções culturais, pela forte carga simbólica e catártica que encerram. No caso do Brasil, senti apenas contida alegria quando Lula foi eleito a primeira vez, porque estava consciente do seu abandono das bandeiras históricas, e feito as pazes “com os homens”, mas um caboclo retirante nordestino não portador de diploma de curso superior (nem inferior) chegar à Presidência da República trazia uma grande carga simbólica, com o rompimento de paradigmas-preconceitos. Depois o cara teve a sorte de uma conjuntura internacional favorável, e estatizou o paternalismo da periferia e dos grotões, esvaziando o poder dos “coronéis” municipais e regionais, o que já foi um grande avanço.

Há dezenas de partidos legais nos EUA, e, a cada eleição, aparecem candidatos “independentes” ou “alternativos”, mas, ao fim e ao cabo, fica a polarização entre os republicanos e os democratas, que têm mudado de ênfases ao longo da História. Hoje, o Partido Republicano é uma coalizão de capitalistas do leste, religiosos conservadores e habitantes individualistas das pequenas cidades, com uma agenda moral individual mais perto da ética cristã, mas com uma agenda social de um imperialismo unilateral, de redução dos direitos civis em nome da segurança e do combate ao terrorismo, além do direito de se andar armado e de se aplicar a pena de morte. O Partido Democrata é mais urbano, inclui os setores intelectuais e artísticos, uma gama de minorias religiosas, étnicas e culturais, mais cosmopolita, mais multilateralista, e, ao mesmo tempo, mais protecionista.

Entre os dois partidos há uma percentagem de eleitores independentes, que ora pende para um lado, ora pende para um outro. O desastre da gestão de Bush Jr. (apenas 20% de aprovação), com a ideologia neoconservadora do mercado livre, a síndrome do cowboy e uma face extremista, parece ter se esgotado. O Bontempo bem nos lembra que foi eleito um presidente e não um pastor ou um diácono, e que há pecado em cada partido. O povo norte-americano, em seu conjunto, continua voltado para si mesmo, com um mínimo de informações sobre o mundo lá fora (continuo afirmando que a minha língua materna não é o espanhol, nem a capital do Brasil é Buenos Aires...).

Desde a queda do Muro de Berlim (mesmo com as rachaduras do muro (wall street), há uma ordem imperial (por alguns considerada “benevolente”) norte-americana: cultural, econômica e militar. Todas as nações buscam em primeiro lugar os seus interesses, muito mais quando se trata de uma potência imperial. Não se pode esperar milagres de Obama para um mundo em crise, nem que prejudique os seus interesses, mas os efeitos de uma oxigenação na atmosfera cultural do mundo, e alguma medida de multilateralismo, isso sim, creio que iremos ver. O Brasil e os chamados “países emergentes” que busquem maximizar os seus ganhos na nova conjuntura.

O velho pensador católico romano Alceu do Amoroso Lima nos falava de um mundo polarizado entre uma busca pela justiça social à custa da liberdade e um mundo que pretensamente buscava a liberdade à custa da justiça social. O Comunismo se foi, falta, ainda, o Capitalismo ser substituído por um sistema econômico solidário, com o empoderamento de todos os cidadãos.

Winston Churchill, que presidiu um gabinete de unidade nacional durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou que: “A Democracia é o pior dos regimes, salvos todos os demais”. Emblemático é que Churchill era chegado a um whisky, não largava o seu charuto, e não foi um modelo de castidade. Enquanto isso, o seu oponente, Adolf Hitler, não fumava, não bebia, era monógamo e vegetariano (podia até se qualificar para a igreja adventista...). Churchill, depois da guerra, e de muitos comícios ralos, não foi reeleito. Hitler arrastava multidões nas paradas de Nuremberg. Fica o julgamento da História para quem foi um estadista.

Em Pernambuco, dos anos 1950, o governador Agamenon Magalhães era proprietário de um jornal, que, obviamente, defendia o seu governo. Todas as manhãs, porém, tomava o seu desjejum lendo o jornal da oposição, PARA conhecer os seus críticos e suas alternativas, o que, em decorrência, o tornava um melhor administrador. Por isso, por um tempo, fui assinante do jornal do Vaticano (Ossevatore Romano) e o do Partido Comunista (Voz da Unidade)...



A Democracia política, sem dúvida, foi revigorada com a eleição de Obama. O que precisamos avançar, em todo o mundo, é com uma democracia, também, social e econômica. No fundo a Democracia é um pacto social de convivência entre pessoas e grupos diversos, sob o império da lei (Estado de Direito), sem que haja privilégios ou perseguições, embora o preconceito, o ódio, e a exploração não possam ser erradicados do coração humano senão pelo milagre vindo do céu, o qual tem em nós cristãos a possibilidade do novo homem, que se torna, inclusive, um cidadão mais responsável.

11/11/2008

09/11/2008

Eu também não te condeno





Texto do Rev. Ed Rene Kivitz


Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado, enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.

Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha. Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugerem cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam uma página borrada em sua biografia, grampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.

A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.

Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.

É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.

01/11/2008

O Reino do perdão não habita no humano-cristão!





''todos tem a centelha divina do perdão''

Texto Heuring Felix

Quando se fala em perdão parece ate um assunto rotineiro e simplista, já ouvimos de tudo sobre essa palavra, significados , fórmulas,conceitos, teologias,filosofias e doutrinas a cerca de tudo sobre a palavra perdão,já não suportamos mais ver lideres cristãos falando deste termo que se desgastou por soar tão falso e carregado de um esforço gigante que deixa qualquer ser desestimulado, é uma tarefa que parece um presente dos Deuses da mitologia grega,um castigo.

No ambiente que deveria ser uma pratica saudável e leve, o perdão vira um dizer superficialmente conveniente, só para garantir uma suposta humildade que faz com que determinadas pessoas sinta-se privilegiada por Deus para alcançar um status de bondade que nem mesmo ele ou ela suporta tão fardo, que o condiciona a uma preguiça moral, e ele ou ela, vai vivendo nessa teia de engano a si mesmo, e vai suportando no seu interior acomodado, os dias de uma vidinha simplificada em um universo tão pequeno que não se encontra de fato no reino do perdão divino!

É engraçado que você observa pessoas que se dizem libertas e na vida são carregadas de magoas,rivalidades,portadoras da verdade absoluta; perdem a esperança com uma facilidade nas horas de tribulações e vão se culpando e culpando a todos sem nem mesmo entender que seu universo pequeno quer se expandir e conhecer, mas, na sua forma insegura ela mantém está barreira que o freia e o faz voltar ao ponto inicial do pequeno mundo que se instalou todo em sua vida, vida que pratica a ação continua de enganar-se,mentir pra si mesmo!

O perdão é uma chave que abre muitas possibilidades para uma vida feliz com Deus,o perdão eleva aquilo que é perdido por natureza,que é corruptível e sem correção; nos condiciona a uma ligação sobrenatural que é um mergulho para as águas tranqüilas da verdade em si ,Jesus de Nazaré a encarnação própria do perdão,ele que demonstrou na cruz a singularidade da força desta atitude em transformar raiva num gesto divino de amor e entendimento sobre a tão perdida e insegura forma comportamental da mente humana!

Uma força interna e de pura luz divina que surge da lama e caos do interior humano, parece uma centelha que Deus colocou, ela está lá no fundo precisando ser reanimada ou aquecida para libertar de tudo aquilo que nos prende, que nos torna amargas,simplistas,vingativas. Pessoas que dentro de uma complexa historia que guarda desde de sua infância ou de situações que deixaram cruas para entender a beleza da vida e do significado real da pratica do perdão. Lembro-me da personagem de ‘’Otelo de Shakespeare’’ - ’’ Iago que era alferes de Otelo, enche o coração de Otelo de maldade com idéias de que sua esposa a doce Desdêmona anda traindo ele com outro ,Otelo cegamente vai ao encontro de sua amada esposa e apunhala fatalmente, quando ela já estava fechando os olhos com seus últimos suspiros, ele descobre que sua esposa sempre foi fiel e que nunca tinha o traído ,então ele se enche de remorso e comete suicídio’’; uma tragédia literal que nos levar a pensar como somos tão frágeis e inseguros no nosso pequeno universo, e por vezes cometemos loucuras e erros que trazem situações irreversíveis por que simplesmente não tivemos a capacidade de entender e liberar o perdão ,Deus perdoa, mas, as conseqüências se espalham em uma dimensão plural e devastadora!

Determinada situações somos fracos em atitudes, não moramos em decisões firmes,as vezes desmoronar é saudável para nascer uma atitude forte e revolucionária, não podemos repudiar nossa fragilidade diante das circunstâncias,mas, podemos aprender a conviver e tirar proveito para uma construção de um ser melhor; por vezes me detesto e nisso vou refletindo, para me amar mais e compreender que os processos mentais agem dessa forma, por que vivo em parte, mas, na esperança de viver um dia aquilo que me foi prometido por Deus, a minha perfeição, na gloria!

Devemos procurar mergulhar em nosso ser e trabalhar nossa natureza para levar ela a uma consciência que deve ser ligada todo dia a Deus,neste plano podemos ser felizes e liberar a centelha divina do perdão a si mesmo e aos outros; só podemos amar ao próximo como a si mesmo se amarmos verdadeiramente a nós; está de bem com a vida e com a terra para desejarmos o mesmo ao semelhante; o caminho é longo e difícil,cansativo,mas, o final é compensador e não a nada na terra que seja mais importante do que isso,nada que me faça ligar a aqui, por que isso é transcender aquilo que é corruptível ,para o estado atemporal do gesto incorruptível, vendo totalmente como eu sou em plena consciência dos meus atos,estalos de luz!