A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço!

Martinho Lutero

11/12/2008

CELEBRAR A VIDA NESTE FINAL DE ANO!



Texto de Heuring Felix

Não vou falar de problemas, nem tão pouco do estado de ser humano,nem de espiritualidade, nem de coisa alguma que me faça lembrar o quão conflituoso somos na terra,em meio a desespero,intolerância,pré-julgamentos, aios, imbecis religiosos, conceitos pré-estabelecidos a seu respeito,desrespeito ao semelhante, formas limitadas de ver o mundo e a todos ,não, eu não vou falar nesse instante sobre essas coisas .Quero celebrar a vida,a união,a musica,a família e os amigos verdadeiramente nas suas imperfeições, deixa estar como está,eu aceito!


Quero a vida como ela é,quero seguir em frente vivendo todo o meu estado de ser sendo,e não ser aquilo que querem que eu seja,mas sendo em Deus uno; quero celebrar minha temporada na terra e apreciar os frutos e as coisas boas que a nossa casa oferece,quero o sol e a chuva,quero os rios e o mar,quero a estrada,a beleza dos gestos da vida e o entendimento nas tragédias,quero sim ser humano e imperfeito do que ser perfeito robotizado!



Este ano foi de grandes reflexões relacionadas ao mundo e seus problemas,precisamos construir um 2009 melhor,mais humano, na tolerância e respeito mutuo entre todos os povos,vamos brindar a vida nesse final de ano e não somente vivenciar datas, mas o dia a dia!

Ao leitor eu deixo meu feliz natal e prospero ano novo,também não vou refletir sobre tais significados é um saco histórico sem tamanho, como todo o religioso; o importante é que nesses feriados estejamos com pessoas que amamos, muita comida e muito vinho(moderação sempre,RS) e o indispensável Champagne para a virada,todos esses momentos são lembranças da passagem curta,mas que deve ser vivida
intensamente com equilíbrio e respeito aquele que tudo criou e nos deu o privilégio de respirar e ser feliz!

Não posso imaginar Jesus sendo diferente deste contexto,certamente ele faria a mesma coisa,nosso mestre era feliz,gostava de estar com as pessoas e de brindar a vida e principalmente viver seu estado humano,por isso eu digo vá ao encontro de quem ama, da família,dos amigos e da vida, não fique no quadrado,é proibido e contra a vida!

FELIZ NATAL - John Lennon

Será que vou orar?




Texto de Rubem Alves


É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas

SOU UM ADMIRADOR de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!
Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado "reductio ad absurdum" que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.
Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.
Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado.
É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave... No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?
É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.
O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito.
Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: "Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: "Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu...'" Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar...
Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.
Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.
E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.
Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho... Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?

Eu não comemoro natal, não me importo com a passagem de ano, não mais. Isso acontecia no passado. Coloquei esse texto aqui no blog porque acho que as pessoas que dizem comemorar o natal, reflitam. Será que é mesmo o natal que é comemorado? Ou está mais para uma reunião entre familiares e amigos que irão se empanturrar e trocar presentes? Acho o natal uma data hipócrita, pelo menos para a maioria, mas ninguém admite.

Deus é uma criança




Texto de Leonardo Boff


O Natal é, seguramente, a festa mais popular e universal do cristianismo. É celebrada mesmo naqueles países onde os cristãos são mais ou menos 1% da população, como o Japão e a China. É mais que uma festa cristã: é um espírito. Espírito de fraternidade universal, de encontro de família, de troca de presentes, de desejar Feliz Natal, enviar cartões e votos de Boas Festas e celebrar com uma ceia que congrega a todos na alegria, na luz e num ambiente quase sagrado.

O Natal é importante para as crianças que esperam presentes do Menino Jesus ou do Papai Noel. Os próprios adultos voltam, por um momento, a ser crianças de novo e pensam mais com o coração do que com a cabeça. Então, todos nos lembramos que somos principalmente gente que sente, que se emociona e que acredita que a paz e a alegria são, por um momento, possíveis.

Para os cristãos, o Natal lembra Missa do Galo, os sinos de Belém, a canção Noite Feliz e, principalmente, o presépio – com a manjedoura na qual, entre o boi e o jumentinho, está o menino Jesus, o Filho de Deus que se encarnou em nossa existência frágil e mortal. Se Jesus é o Deus que se fez homem, poderíamos imaginar que deveria ter nascido num lugar elegante, como um palácio, uma mansão confortável ou uma maternidade famosa.

Deus não quis nada disso. Devemos respeitar e acolher o modo como Deus quis entrar neste mundo: quase escondido, participando do destino daqueles que batem à porta, de noite, no frio, com uma mulher grávida, segurando na barriga o filho que está para nascer, e que têm de ouvir estas duras palavras: “Não há lugar para vocês”. Então, José e Maria vão embora e ocupam, na urgência do parto, uma estrebaria vizinha.

Lá havia palha, uma manjedoura, um boi e um burrinho que, com seu hálito, esquentaram o corpinho frágil e tiritante do recém-nascido. O Menino Deus, portanto, entrou silenciosamente neste mundo pela porta dos fundos. Os que habitavam na capital, em Roma ou em Jerusalém, e outras pessoas importantes, nem ficaram sabendo.

Aqui há uma lição a tirar: Deus, quando quer se manifestar, não usa o espetáculo grandioso, mas o silêncio singelo das pequenas coisas. Assim devemos compreender que ele veio para todos, mas de maneira especial para os pobres e simples.

Porque ele nasceu pobre e foi pobre por toda a sua vida, viveu na simplicidade e no despojamento. Se tivesse nascido entre os ricos, deixaria os pobres de fora. Nascendo entre os pobres, está sempre perto deles; e, a partir deles, pode alcançar também os mais bem situados na sociedade. Desta forma, ninguém fica excluído de ser tocado pela presença de Deus.

O Natal tem muitos significados, mas o principal deles é nos dizer que existe uma porção de Deus dentro de cada um de nós. Sendo Jesus seu filho, significa que nós, seus irmãos, também participamos da divindade. Poderia haver dignidade maior do que sermos filhos e filhas de Deus e pertencermos à família divina? Por isso, quando morremos, Deus vem buscar o que é seu e nos leva de volta para casa. Então, o Natal será eterno e todos nós nasceremos definitivamente em Deus.

02/12/2008

ACERCA DE SEXO ORAL E ANAL!





Pecado terrível não vem da região anal, vem do coração, de onde procedem não anais desígnios, mas mau desígnios—conforme Jesus. E o pecado da língua não é sexual, mas é o uso perverso e mentiroso da língua para destruir toda uma carreira humana — conforme o irmão de Jesus, Tiago.

A Bíblia não fala disso.Pecado sexual a gente comete até transando com o cônjuge que a gente não ama, às vezes, até detesta.

E há muita mulher que transa com o marido e vai pro banheiro vomitar, até de culpa!

As mulheres sabem do que estou falando!

A Bíblia não se refere ao que um homem e uma mulher devem fazer na cama. Não há descrição de “posições sexuais” boas ou más na Bíblia. Há sim, em Cantares de Salomão, a afirmação de que a genitália da esposa era o copo de vinho do marido. Mas o pudor dos “tradutores”, mudou a zona descrita para uma região uns poucos centímetros acima da genitália, e traduziram por “umbigo”.

Sobre como o cristianismo é sexualmente uma religião doente, recomendo a leitura do livro "Eunucos Por Amor ao Reino de Deus" (você pode achá-lo nas boas livrarias seculares).

Prosseguindo:

Depois que Paulo diz que o corpo do marido não pertence a ele, e sim à sua mulher; e que nem o corpo da mulher pertence mais a ela, mas sim ao seu marido; fica difícil desejar criar zonas proibidas no corpo.

Daí em diante passa a ser apenas questão de gosto mútuo, como em toda a relação sexual.Nabal não conheceu sua “esposa” Abigail.
Davi, que veio a desposá-la após o enfarto do malvado, com certeza conheceu Abigail completamente.

Por isto, é que a experiência ensina o seguinte:

Uma mulher que não quer se dar toda, é porque ainda não encontrou tudo.
Quem encontra, não restringe; e, muito menos, tem qualquer grilo sobre o assunto.

Quem está grilada (o), é porque ou ainda está sob muita neura religiosa; ou porque está se escondendo atrás da Bíblia pra não conceder intimidade a quem não ama tanto, ou nem ama; ou mesmo porque pensa que Deus está preocupado em diminuir o prazer humano.

Portanto, que ninguém se entregue a quem não ama de verdade.


A promiscuidade nasce da banalização do encontro sexual.

E se houver amor, vá firme e seja muito feliz.

Quem proíbe, geralmente é porque não tem, e gostaria de ter; ou, não quer ter com quem tem o direito da intimidade; e , por isto, não quer que mais ninguém tenha; ou proíbe porque está apenas expressando sua própria doença sexual como proibição para os outros.

Tem tarado de todo tipo!

E mais: 80% dos crentes que estão lendo esta resposta, fazem o que sabem que gostam, mas, ainda assim, guardam uma “culpinha pro gasto”. Parece até que sem culpa não há santificação!

Sem rodeios e sem conversa fiada, é isto que digo a todo mundo há pelo menos 20 anos.

E recomendo a leitura de meu livro Entre um Homem e Uma Mulher: um texto sobre Cantares de Salomão.

Que Deus abençoe!

Mas lembre, você tem todas as razões do mundo para não se entregar a alguém que você não ame!

Respeitosamente,

Caio

01/12/2008

AMAR EM PAZ!



Texto Heuring Felix Motta

‘’Por que o amor é a coisa mais triste quando se desfaz ...Vinicius de Morais’’


O amor tem essa coisa que agarra de vez e nos impulsiona para a vontade inevitável de estar,o amor não é superficial, não esconde os defeitos e não fantasia o mundo perfeito,não,o amor ver os defeitos e entende que faz parte da condição de ser humano,digo mais, o amor é a capacidade de refletir nas piores situações e chegar ao nível zero de perda e mesmo assim buscar força La no fundo e se ascender novamente sem que ninguém o faça.






O amor materializa o som e o ambiente mesmo não tendo nada disso,simplesmente por que nem a ciência e nem a razão consegue entender os segredos do DNA do amor, tantos mistérios infindáveis e exemplos que passaríamos milhares de anos e não conseguiríamos dizer nem o inicio!




Ele se torna nobre quando acha que deve ser, mas também mutável, e se torna ridículo quando também quer, o amor se comporta ,mas também sai de compostura quando se trata de defender o que é seu, é instintivo e reacionário, é divino e humano,é sublime e nu, bonito e feio,alegria e tristeza são órgãos vitais do amor!


Não, não há falta de apetite, e nem é um sonho encantado, é antes de tudo a concretização de tesão e muita vontade de está com a pessoa que ama,sem ser banal,sem perder o romance,é a verdadeira expressão de se sentir seguro e terno,de compreender e ser compreendido, sem mascaras,sem constrangimentos e entrelaçados em lençóis, na perfeição da nudez dos corações livres e sem culpas,o mundo para,tudo se apaga e só mais tarde vai dormir,RS!

O amor é muito do presente, não olha para o futuro,por que sabe que desejar o amanha não combina a paciência e a maturidade com sofrer o que ainda não veio,mas, vive cada dia com tanta intensidade que faz valer apena todo instante que o tempo cuida em levar pelos ventos a fora; o amor e a brisa e o mar,mãos dadas e os pés sentindo a areia molhada do mar,contemplando o que há de melhor no mundo,o sentir-se singelo e as palavras que saem da boca do amor,verdadeiras e sinceras!


O amor diz: ‘’minha bem amada faço um juramento uma canção,eu prometo por toda minha vida,ser somente teu e amar-te como nunca,ninguém jamais amou, ninguém’’, maior que tudo quanto existe,ate mesmo tudo que é humano e falível, o amor tem magia e faz sentido a vida como faz outras coisas pertinentes ao viver!

Poesia é a forma nobre de traduzir seus encantos e devaneios,o amor é paradoxo, se sacrifica sem querer nada em troca,simples por achar que deve sem pensar, o amor é a reconstrução da nobreza humana e o faz diferente das irracionalidades costumeiras a toda sociedade,o amor é tudo isso!

O amor é o cheiro da fêmea , que deixa o macho querendo a possuir loucamente para concretizar o mistério e segredo na intimidade dos dois,intimidade da fusão perfeita gozando reciprocamente e terminando no descanso dos braços com o suor escorrendo sobre os corpos e toda atmosfera do local sobre o forte perfume do sexo,é amor,fazer amor com quem ama é chegar ao céu e celebrar a Deus,culto sincero a vida e aquele quem a criou,’’bolero nossos versos são banais’’,RS!


Não há o que dizer e sim fazer,experimentar o perfume da natureza numa forma que concretiza a mulher amada,todo o medo vai embora,não há o que provar,não há jogos,não há dúvidas,tudo pode ser conquistado quando se vive um grande amor,tudo se torna claro,tudo se traduz em vida,força e luz,rio que corre para o mar!

Vale apena viver um grande amor,melhor é seguir junto com ele ate o fim dos dias que nos resta, do que viver nas ilusões de um mundo degradável e cinza,onde não há respeito a si próprio e nem pelo o semelhante,onde sexo se tornou uma pratica tão normal e banal ,onde pessoas se deixam usar como objeto de alivio,onde o caos se estabelece em uma desordem em que nos lembra a pior condição humana; o amor ainda é a luz que resplandece no meio da degradante raça humana!

25/11/2008

Pequenos Modelos de anticristos,que preparam a vinda do iníquo!




Texto Heuring Felix Motta

‘’Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios da mentira,( II tessal. 2:9)’’!
‘’Esses muitos anticristos, escreveu João, “saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco”. — (1 João 2:18, 19.)

Ora ,não é de se admirar que homens como o apostolo Paulo e o apostolo João, já soubessem o que muitos hoje não querem nem saber,tem pavor quando toca no assunto, e muitos ate fazem conjurações para aqueles que se preocupam com a verdade do evangelho como sendo verdade libertadora e que nos transpõe a fase adulta da cruz,a graça em Cristo!

Cada dia fico mais assustado, e na mesma sensação produzo uma outra sensação que é uma alegria que aceita o cumprimento da palavra escrita; a fanfarrice de apóstolos ,paipostolos,bispos,pastores e pastoras, se enganando e enganando pessoas mutuamente, uma mistura prostituída de um positivismo falido com crenças pagãs e bruxarias de quinta categoria,assim são os brincalhões eletrônicos e conferencistas de toda a espécie de gênero e número,prometendo e fazendo curas,usando o nome de Deus para lucrar com produtos feito aqueles mercadores do templo,aqueles que lucravam juntamente com os fariseus com produtos relacionados a religião,se lembram?
Fazem curas em nome de Deus,operam milagres,usam de autoridade e expulsam demônios,a bíblia é só um detalhe do chamado show da fé, não há profundidade muitas vezes,mas,o que importa mesmo é que você tire seu dinheiro do bolso e gaste com livros,CDs,carnês,parcerias ministeriais,bíblias de toda a espécie de gênero para todos os gostos e crenças, cores e tamanhos,quem da mais leva!





Paulo nos alerta para uma coisa que eu venho refletindo a alguns anos, o surgimento do anticristo,ele fala que o iníquo será segundo a eficácia de satanás, ou seja inteligente,astuto,sedutor e defensor da paz e da igualdade;segundo detalhe, ele terá poder de curar,realizar milagres e prodígios que nos fazem lembrar alguns lideres religiosos do nosso tempo, na realidade como diz o tema deste texto, vejo esses lideres como modelos do que virá,um preparo para a coisa pior,para a grande catástrofe que confundirá até mesmo os escolhidos,que por sinal já estão confusos e perdidos diante de tantas formas doutrinarias e esquisitices de mentes doentes e neuróticas , produzidas por frustrações e problemas internos que vem ate mesmo desde da infância,é assim que acontece a proliferação dos pequenos anticristos,basta você ligar a TV todos os dias, você certamente encontrará alguns!




''Quem não está do meu lado é contra mim [ou é anticristo], e quem comigo não ajunta, espalha.” — Lucas 11:23. Jesus tinha essa preocupação, ora ser contra a Jesus não é simplesmente negar seu nome,implica também na falta de entendimento e a deturpação de tudo o que ele falou em vida e fez, na realidade Jesus não pregou a existência de mais templos e lideres religiosos com poder e grande gloria,ele simplesmente queria que a verdade do evangelho se tornasse o reino presente,ou seja melhorar a condição da humanidade,reconciliar ela em liberdade total com o divino;quem não entende isso certamente está se tornando um pequeno anticristo!



O Cristianismo está preparando a vinda do iníquo,o cristianismo está parindo todos os dias milhares de pequenos anticristos, que surgem e levam multidões para uma fé cega e sem compromisso com a verdade e com a vida,é triste em ver pessoas buscando em outras pessoas a presença de Deus,é uma inversão total dos valores verdadeiros da graça em cristo,é se subjugar novamente a lei da escravidão e abandonar totalmente o vôo livre da graça!




João afirma com autoridade, que eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos (1 João 2:18, 19.) ou seja eles tinham Deus no coração,aceitaram a nova fé e depois se enganaram na tentativa de traduzir Deus de uma forma que ele não é, para atender seus interesses e suas formas deturpadas de crenças; João ainda afirma que se fossem de fato a igreja de Jesus, eles teriam permanecidos nos princípios da verdade do evangelho como sendo evangelho simplificado por Jesus e sua graça libertadora, por isso eles se desviaram mesmo achando que não estão errados e sim convictos de que aquilo é a mais pura verdade,quanto a isso Jesus disse: ‘’E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos.” — Mateus 24:9, 11.Na verdade Jesus está dizendo: olha vocês se não tomarem cuidados vão ficar confusos por que a coisa é muito parecida,peça a Deus entendimento para poder escapar dessa confusão,ele quis dizer isso, o retrato que eu vejo hoje é o cumprimento daquilo que Jesus profetizou a mais de 2000 mil anos!



O apóstolo Paulo alertou Timóteo, seu companheiro de trabalho, contra os ensinamentos de apóstatas, tais como Himeneu e Fileto, cujas palavras se espalhariam como gangrena’(2 Timóteo 2:16-18). Paulo acrescentou: “Estes mesmos se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já ocorreu; e estão subvertendo a fé que alguns têm.”O que ocorre hoje com as chamadas igrejas evangélicas? É justamente o que ocorria no passado só que hoje em uma escala gigantesca e irreversível,sei que tudo é possível pra Deus, mas nesse caso essa prostituição do evangelho caminha para que se cumpra a palavra!





“Haverá um período de tempo em que as pessoas que professam servir a Deus não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos.” (2 Timóteo 4:3) Esses religiosos impostores são também descritos como “falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”. A Bíblia continua, dizendo: “O fim deles será segundo as suas obras.” — 2 Coríntios 11:13-15.


Ora vem senhor Jesus,amém e amém!

CHARGE DO DIA: Josiel Botelho

AQUI NÃO PASSA NADA,RS


NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA!






Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas.

Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós.

Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação.

No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais:


1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.

2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais.

3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um acontecimento existencial que tem seu inicio em nós quando cremos que Deus estava em Cristo, e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.

4. Que embora o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa e sincrética, nem por isso ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação. Isso porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas em si mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração.


Assim, que cada um tenha o natal que em si mesmo tiver sido gerado!

O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

Do contrário, para mim não haveria natal, posto que um homem como eu já não encontra ilusões viáveis como paliativo e auto-engano para a existência.




Por isso digo: sem o meu natal de fé em Cristo, sobraria apenas o meu funeral de tristeza.

Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”.

Há quem o torne algo tão “exato” que não o celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”.

Há quem não o celebre por julgá-lo uma festa pagã.

E há também quem o denuncie de modo estapafúrdio, como um certo “apóstolo” que, desejando “teologizar” — coisa, para ele, mais difícil do que boi voar —, disse que a Encarnação não é para ser celebrada, mas apenas a Ceia do Senhor. E concluiu que quem celebra a Encarnação celebra o Primeiro Dia em vez de celebrar o Sétimo. Assim, conclui ele, tal pessoa voltou atrás. E isso tudo sem lembrar que João diz que todo espírito que não confessa a Encarnação não procede de Deus, pois é espírito do anticristo, o qual já está no mundo, e, segundo João, “procede do meio de nós”.

Sem Encarnação, Aquele que morreu e ressuscitou não poderia dizer: “Vede! Um espírito não tem carnes nem ossos, como vedes que eu tenho!”

Sem começo, não há fim. Portanto, tratando-se de Deus, Alfa e Ômega são a mesma coisa, pois Aquele que é é, e nEle não se pode m separar eventos que salvam e eventos que não salvam. E isso por uma única razão: Quem salva é Ele, e não pedaços dEle!

Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História, visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo.

Portanto, não há nada tão final quanto o próprio começo de tudo!


NEle,



Caio

20/11/2008

Graça sem limites!



Texto do Pr.Russel Shedd




fortes restrições à intolerância.

O mundo pós-moderno, além de rejeitar o conceito de verdade absoluta, tem fortes restrições à intolerância. Um mundo globalizado, que valoriza uma política democrática, que percebe a grande importância de aceitar todas as raças, cores de pele, opiniões religiosas ou políticas como iguais, não pode se dar ao luxo de rejeitar pessoas diferentes. Minorias devem ter os mesmos direitos que a maioria. Não admitimos mais escravos nem a condenação de hereges à fogueira. Porém, os difundidos valores da atualidade ocidental têm implicações para a visão geral da graça de Deus.

Durante quinhentos anos, o protestantismo tem negado o valor das obras feitas pelo esforço próprio para conseguir a aceitação de Deus. O legalismo não tem qualquer papel na salvação; apenas na condenação. A lei conduz o pecador a Cristo, que abre a porta da salvação pela fé. Graça revela a aceitação do sacrifício de Cristo como suficiente para anular o pecado e encaminhar o então renascido filho nos trilhos da santidade. Isto é o que significa salvação pela fé em Cristo.
No lugar da lei, Deus cumpre sua antiga promessa de enviar seu Espírito aos corações dos que crêem em Cristo e conduzi-los vitoriosamente para sua salvação final. Paulo coloca esta verdade em Gálatas assim: “Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência (desejo) da carne” (Gl 5.16).

Até aqui tudo bem! Não há problema quanto ao perdão dos filhos pródigos que voltam para a casa onde o Pai os recebe de braços abertos e lhes oferece uma festa maravilhosa. A graça ilimitada de Deus é o cerne das Boas Novas que recebemos e oferecemos nas igrejas verdadeiramente evangélicas.

Uma vez recebida a oferta de perdão pela fé, pecadores que não merecem a graça descansam no “infinito” amor de Deus. Assim, somos confrontados com a difícil questão dos pecados “pós-batismais”, os delitos dos crentes. São eles os escândalos, adultérios, divisões e divórcios, além das ações antiéticas de políticos que envergonham os evangélicos que os elegeram. A lista está longe de ser completa. Será que justificação pela graça não engendra um perigo de apatia espiritual e moral?

Jesus contou a história do devedor de dez mil talentos, cerca de trezentos e cinqüenta quilos de prata, que, depois de receber perdão da dívida que nunca conseguiria pagar, não perdoa uma pequena dívida de um colega. O credor original aplicou a dívida novamente ao devedor com todo o seu rigor! Como ficaria a graça quando o devedor arrependido volta, implorando o credor para anular a obrigação depois de ouvir a sentença? Conseguiria perdão? O seu caráter realmente mudou?

Será que a graça pode ser recebida sem nenhum constrangimento? Creio que o filho mais velho interpretou a indulgência com que o pai tratou o pródigo como promoção de libertinagem. Paulo disse que o amor de Cristo nos constrange como uma camisa de força que restringe quem a veste. Pecar para promover um aumento de graça é um engano
segundo Romanos 6.


Era de se esperar que a tolerante sociedade ocidental entendesse que Deus não aplicaria uma exigência de santidade mais rigorosa para pecados de crentes do que para os que se entregam a Cristo pela primeira vez. Todos mostram tolerância ilimitada para os que vêm do mundo para Jesus. Ele veio para salvar pecadores. O transporte do império das trevas para o reino de luz foi efetuado por Deus livremente.


Não foi o próprio Senhor Jesus que mandou que os seus seguidores perdoassem ofensores setenta vezes sete? Não seria voltar para o legalismo exigir uma vida santa que impõe um padrão de comportamento e atitudes de alguém que tomou sobre si o jugo de Cristo? Os donatistas do norte da África no século IV se separaram da Igreja Católica porque acharam que a igreja tinha que ser santa. Pessoas que cometeram pecados graves, tais como adultério, homicídio, ou negaram a fé na perseguição, somente poderiam ser perdoados se fossem martirizados.



Não será possível, nas limitações desta coluna, tratar a questão da disciplina na igreja mais profundamente. Uma vez que a igreja se fragmentou em milhares de denominações, não é possível banir definitivamente um cristão que pode se afiliar a outra igreja ou denominação. Ser excluído de uma igreja local não significa que todas as igrejas reconhecerão a disciplina. A tolerância continuará, se não em todas as igrejas evangélicas, pelo menos na grande maioria.

16/11/2008

CHARGE DO DIA: Josiel Botelho

NÃO JULGARÁS,RS


A Vitória de Barack Obama




Texto do Dom Robinson Cavalcanti


O “vício” de 32 anos lecionando Relações Internacionais me fez, mais uma vez, acompanhar (muitas vezes entediado), o longo processo das “primárias” da eleição presidencial norte-americana, sem nunca ouvir, de qualquer aspirante (e assim permaneceu até o final) qualquer referência a uma política para a América Latina, ou para os milhões de imigrantes latinos “indocumentados”. As amarras da cultura e dos sistemas (político, econômico, judiciário) engessam as alternativas. No final, porém, a crise econômico-financeira forçou uma maior nitidez entre os candidatos.

Tenho visitado aquele país por 42 anos, e acompanhado suas eleições desde adolescente. Conheci o velho sul com quatro sanitários nas rodoviárias (para homens e mulheres; pretos e brancos), fui aluno na UCLA (Los Angeles) no apogeu das lutas pelos direitos civis, e tive em Martin Luther King Jr. um dos meus heróis (há um pôster dele pregando “eu tive um sonho” em meu escritório). Agradeço ao editor Marcos Bontempo, por ter colocado “na prateleira” do site da Ultimado, um artigo escrito por mim há 20 anos, intitulado “Negro, Pastor, Herói”. Na véspera da eleição, estando em Paripueira, concedi uma entrevista de 20 minutos para a Rádio Folha FM, do Recife.

Por isso, passei longas horas indo da Foxnews para a CNN em inglês, da CNN em espanhol para a BBC internacional, para a CBN no rádio, ouvindo uma profusão de jornalistas e cientistas políticos, das mais variadas posições. Sou de uma geração que cresceu, sob a Constituição de 1946, vivenciando a liberdade de organização e expressão, que conheceu, no início, lindos anos de uma universidade viva, na busca de utopias libertárias para um mundo injusto, mas que veio a conhecer os “anos de chumbo” da repressão e da censura do regime militar. Escolhi a profissão-missão de professor universitário, para poder viver em uma atmosfera onde se podia respirar e aprender com a circulação de idéias, que eram apenas combatidas por outras idéias. Já se disse, ainda, que, “quando há quatro cientistas sociais, há cinco propostas...”.

Há eleições que mudam profundamente as estruturas de um país, e outras que são mais revoluções culturais, pela forte carga simbólica e catártica que encerram. No caso do Brasil, senti apenas contida alegria quando Lula foi eleito a primeira vez, porque estava consciente do seu abandono das bandeiras históricas, e feito as pazes “com os homens”, mas um caboclo retirante nordestino não portador de diploma de curso superior (nem inferior) chegar à Presidência da República trazia uma grande carga simbólica, com o rompimento de paradigmas-preconceitos. Depois o cara teve a sorte de uma conjuntura internacional favorável, e estatizou o paternalismo da periferia e dos grotões, esvaziando o poder dos “coronéis” municipais e regionais, o que já foi um grande avanço.

Há dezenas de partidos legais nos EUA, e, a cada eleição, aparecem candidatos “independentes” ou “alternativos”, mas, ao fim e ao cabo, fica a polarização entre os republicanos e os democratas, que têm mudado de ênfases ao longo da História. Hoje, o Partido Republicano é uma coalizão de capitalistas do leste, religiosos conservadores e habitantes individualistas das pequenas cidades, com uma agenda moral individual mais perto da ética cristã, mas com uma agenda social de um imperialismo unilateral, de redução dos direitos civis em nome da segurança e do combate ao terrorismo, além do direito de se andar armado e de se aplicar a pena de morte. O Partido Democrata é mais urbano, inclui os setores intelectuais e artísticos, uma gama de minorias religiosas, étnicas e culturais, mais cosmopolita, mais multilateralista, e, ao mesmo tempo, mais protecionista.

Entre os dois partidos há uma percentagem de eleitores independentes, que ora pende para um lado, ora pende para um outro. O desastre da gestão de Bush Jr. (apenas 20% de aprovação), com a ideologia neoconservadora do mercado livre, a síndrome do cowboy e uma face extremista, parece ter se esgotado. O Bontempo bem nos lembra que foi eleito um presidente e não um pastor ou um diácono, e que há pecado em cada partido. O povo norte-americano, em seu conjunto, continua voltado para si mesmo, com um mínimo de informações sobre o mundo lá fora (continuo afirmando que a minha língua materna não é o espanhol, nem a capital do Brasil é Buenos Aires...).

Desde a queda do Muro de Berlim (mesmo com as rachaduras do muro (wall street), há uma ordem imperial (por alguns considerada “benevolente”) norte-americana: cultural, econômica e militar. Todas as nações buscam em primeiro lugar os seus interesses, muito mais quando se trata de uma potência imperial. Não se pode esperar milagres de Obama para um mundo em crise, nem que prejudique os seus interesses, mas os efeitos de uma oxigenação na atmosfera cultural do mundo, e alguma medida de multilateralismo, isso sim, creio que iremos ver. O Brasil e os chamados “países emergentes” que busquem maximizar os seus ganhos na nova conjuntura.

O velho pensador católico romano Alceu do Amoroso Lima nos falava de um mundo polarizado entre uma busca pela justiça social à custa da liberdade e um mundo que pretensamente buscava a liberdade à custa da justiça social. O Comunismo se foi, falta, ainda, o Capitalismo ser substituído por um sistema econômico solidário, com o empoderamento de todos os cidadãos.

Winston Churchill, que presidiu um gabinete de unidade nacional durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou que: “A Democracia é o pior dos regimes, salvos todos os demais”. Emblemático é que Churchill era chegado a um whisky, não largava o seu charuto, e não foi um modelo de castidade. Enquanto isso, o seu oponente, Adolf Hitler, não fumava, não bebia, era monógamo e vegetariano (podia até se qualificar para a igreja adventista...). Churchill, depois da guerra, e de muitos comícios ralos, não foi reeleito. Hitler arrastava multidões nas paradas de Nuremberg. Fica o julgamento da História para quem foi um estadista.

Em Pernambuco, dos anos 1950, o governador Agamenon Magalhães era proprietário de um jornal, que, obviamente, defendia o seu governo. Todas as manhãs, porém, tomava o seu desjejum lendo o jornal da oposição, PARA conhecer os seus críticos e suas alternativas, o que, em decorrência, o tornava um melhor administrador. Por isso, por um tempo, fui assinante do jornal do Vaticano (Ossevatore Romano) e o do Partido Comunista (Voz da Unidade)...



A Democracia política, sem dúvida, foi revigorada com a eleição de Obama. O que precisamos avançar, em todo o mundo, é com uma democracia, também, social e econômica. No fundo a Democracia é um pacto social de convivência entre pessoas e grupos diversos, sob o império da lei (Estado de Direito), sem que haja privilégios ou perseguições, embora o preconceito, o ódio, e a exploração não possam ser erradicados do coração humano senão pelo milagre vindo do céu, o qual tem em nós cristãos a possibilidade do novo homem, que se torna, inclusive, um cidadão mais responsável.

09/11/2008

Eu também não te condeno





Texto do Rev. Ed Rene Kivitz


Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado, enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.

Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha. Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugerem cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam uma página borrada em sua biografia, grampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.

A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.

Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.

É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.

01/11/2008

O Reino do perdão não habita no humano-cristão!





''todos tem a centelha divina do perdão''

Texto Heuring Felix

Quando se fala em perdão parece ate um assunto rotineiro e simplista, já ouvimos de tudo sobre essa palavra, significados , fórmulas,conceitos, teologias,filosofias e doutrinas a cerca de tudo sobre a palavra perdão,já não suportamos mais ver lideres cristãos falando deste termo que se desgastou por soar tão falso e carregado de um esforço gigante que deixa qualquer ser desestimulado, é uma tarefa que parece um presente dos Deuses da mitologia grega,um castigo.

No ambiente que deveria ser uma pratica saudável e leve, o perdão vira um dizer superficialmente conveniente, só para garantir uma suposta humildade que faz com que determinadas pessoas sinta-se privilegiada por Deus para alcançar um status de bondade que nem mesmo ele ou ela suporta tão fardo, que o condiciona a uma preguiça moral, e ele ou ela, vai vivendo nessa teia de engano a si mesmo, e vai suportando no seu interior acomodado, os dias de uma vidinha simplificada em um universo tão pequeno que não se encontra de fato no reino do perdão divino!

É engraçado que você observa pessoas que se dizem libertas e na vida são carregadas de magoas,rivalidades,portadoras da verdade absoluta; perdem a esperança com uma facilidade nas horas de tribulações e vão se culpando e culpando a todos sem nem mesmo entender que seu universo pequeno quer se expandir e conhecer, mas, na sua forma insegura ela mantém está barreira que o freia e o faz voltar ao ponto inicial do pequeno mundo que se instalou todo em sua vida, vida que pratica a ação continua de enganar-se,mentir pra si mesmo!

O perdão é uma chave que abre muitas possibilidades para uma vida feliz com Deus,o perdão eleva aquilo que é perdido por natureza,que é corruptível e sem correção; nos condiciona a uma ligação sobrenatural que é um mergulho para as águas tranqüilas da verdade em si ,Jesus de Nazaré a encarnação própria do perdão,ele que demonstrou na cruz a singularidade da força desta atitude em transformar raiva num gesto divino de amor e entendimento sobre a tão perdida e insegura forma comportamental da mente humana!

Uma força interna e de pura luz divina que surge da lama e caos do interior humano, parece uma centelha que Deus colocou, ela está lá no fundo precisando ser reanimada ou aquecida para libertar de tudo aquilo que nos prende, que nos torna amargas,simplistas,vingativas. Pessoas que dentro de uma complexa historia que guarda desde de sua infância ou de situações que deixaram cruas para entender a beleza da vida e do significado real da pratica do perdão. Lembro-me da personagem de ‘’Otelo de Shakespeare’’ - ’’ Iago que era alferes de Otelo, enche o coração de Otelo de maldade com idéias de que sua esposa a doce Desdêmona anda traindo ele com outro ,Otelo cegamente vai ao encontro de sua amada esposa e apunhala fatalmente, quando ela já estava fechando os olhos com seus últimos suspiros, ele descobre que sua esposa sempre foi fiel e que nunca tinha o traído ,então ele se enche de remorso e comete suicídio’’; uma tragédia literal que nos levar a pensar como somos tão frágeis e inseguros no nosso pequeno universo, e por vezes cometemos loucuras e erros que trazem situações irreversíveis por que simplesmente não tivemos a capacidade de entender e liberar o perdão ,Deus perdoa, mas, as conseqüências se espalham em uma dimensão plural e devastadora!

Determinada situações somos fracos em atitudes, não moramos em decisões firmes,as vezes desmoronar é saudável para nascer uma atitude forte e revolucionária, não podemos repudiar nossa fragilidade diante das circunstâncias,mas, podemos aprender a conviver e tirar proveito para uma construção de um ser melhor; por vezes me detesto e nisso vou refletindo, para me amar mais e compreender que os processos mentais agem dessa forma, por que vivo em parte, mas, na esperança de viver um dia aquilo que me foi prometido por Deus, a minha perfeição, na gloria!

Devemos procurar mergulhar em nosso ser e trabalhar nossa natureza para levar ela a uma consciência que deve ser ligada todo dia a Deus,neste plano podemos ser felizes e liberar a centelha divina do perdão a si mesmo e aos outros; só podemos amar ao próximo como a si mesmo se amarmos verdadeiramente a nós; está de bem com a vida e com a terra para desejarmos o mesmo ao semelhante; o caminho é longo e difícil,cansativo,mas, o final é compensador e não a nada na terra que seja mais importante do que isso,nada que me faça ligar a aqui, por que isso é transcender aquilo que é corruptível ,para o estado atemporal do gesto incorruptível, vendo totalmente como eu sou em plena consciência dos meus atos,estalos de luz!

28/10/2008

Charge do dia: acharge do hals

''O PARAISO'' $$$$$$$$$$$$$$,RS


Cristianismo Puro e Simples







C.S Lewis



O problema real da vida crista aparece onde as pessoas normalmente nao o procuram. Ele aparece no instante em que voce acorda cada manha. Todos os desejos e esperancas para o dia correm para voce como animais selvagens. E a primeira tarefa de cada manha consiste simplesmente em empurra-los todos para tras; em dar ouvidos a outra voz, tomando aquele outro ponto de vista, deixando aquela outra vida mais ampla, mais forte e mais calma entrar como uma brisa. E assim por diante, todos os dias. Mantendo distancia de todoas as inquietacoes e de todos os aborrecimentos naturais, protegendo-se do vento.

No comeco, nos somos capazes de faze-lo somente poralguns momentos. Mas entao o novo tipo de vida estara se propagando por todo o nosso ser, porque entao estamos deixando Cristo trabalhar em nos no lugar certo. Trata-se da diferenca entre a tinta, que esta simplesmente deitada sobre a superficie, e uma mancha que penetra na . Quando Cristo disse "sede perfeitos", quis dizer isso mesmo. Ele quis dizer que temos que entrar no tratamento completo. Pode ser duro para um ovo se transformae em um passaro; seria uma visao deveras divertida, e muito mais dificil, tentar voar enquanto ainda se um ovo. Hoje nos somos como ovos. Mas voce nao pode se contentar em ser um ovo comum, ainda que decente. Ou sua casca se rompe ou voce apodrecera."

24/10/2008

Ecologia mental



Texto de Leonardo Boff

A terceira, a ecologia mental, chamada também de ecologia profunda, sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.

Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Não há isso de alguém ser rei/rainha e considerar-se independente sem precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e em todas as circunstâncias. O ser humano esquece esta realidade. Afasta-se e se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas, numa imensa comunidade planetária e cósmica. Importa recuperarmos atitudes de respeito e veneração para com a Terra.

Isso somente se consegue se antes for resgatada a dimensão do feminino no homem e na mulher. Pelo feminino o ser humano se abre ao cuidado, se sensibiliza pela profundidade misteriosa da vida e recupera sua capacidade de maravilhamento. O feminino ajuda a resgatar a dimensão do sagrado. O sagrado impõe sempre limites à manipulação do mundo, pois ele dá origem à veneração e ao respeito, fundamentais para a salvaguarda da Terra. Cria a capacidade de re-ligar todas as coisas à sua fonte criadora que é o Criador e o Ordenador do universo. Desta capacidade re-ligadora nascem todas as religiões. Precisamos hoje revitalizar as religiões para que cumpram sua função religadora.

21/10/2008

VOCÊ GOSTARIA QUE POUCOS FOSSEM OS SALVOS?




Texto do Rev.Caio Fabio

Para alguém se tornar cristão entre os cristãos e segundo a prática dos cristãos — o individuo tem que levantar a mão, aceitar a Jesus, ser batizado, freqüentar um lugar chamado “igreja”, dar o dízimo como imposto de renda mensal, e aprender as doutrinas da igreja. Ah! Se for casado tem que ser fiel pelo menos na aparência, se for solteiro tem que ficar casto, pelo menos na aparência. E também não deve fumar, beber e dançar. Assim fazendo será sempre um salvo-orgulho-da-igreja.


Jesus, no entanto, não sabe de nada disso!

Lucas 13 nos dá conta de que alguém perguntou a Ele se poucos seriam os salvos?

A resposta de Jesus é dupla:

De um lado disse que para quem vive de fazer contabilidade de salvos, a salvação é muito difícil, e mandou que se esforçassem a fim de entrar pela Porta.

E mais:

Disse que aqueles que se arrogam à salvação por convívio, estavam perdidos, pois, não adianta dizer “comíamos e bebíamos em Tua presença e ensinavas em nossas ruas”, visto que para Deus somente uma coisa interessa: se a pessoa a Ele se deu em entrega total ou não.

“Nunca vos conheci”. “Apartai-vos de mim”.

Então Ele diz que o inferno desses que faziam contabilidade de salvos, era justamente ver que para quem a salvação é apenas para poucos, a visão final seria a de que ela é para muitos.


Por isto esse que deseja ser um dos poucos salvos, sofrerá choro e ranger de dentes ao ver que muitos vieram do Norte, do Sul, do Oriente, do Ocidente, e, entraram no banquete com Abraão, Isaque e Jacó, enquanto os filhos da herança histórica da informação da fé, de fora estarão, posto que somente quisessem controlar a salvação, ao invés de a ela entregarem-se, como o fazem o pagãos que apenas querem estar dentro, de preferência com todo mundo.

Quem quer uma pequena salvação fica fora da tão grande salvação!





Nele,





Caio

TV SOL: ARAUTOS DO REI!

A Busca da Santidade





Texto do Rev.John Stott

Muitos dos segredos da santidade nos são revelados nas páginas da Bíblia. De fato, um dos objetivos principais da Escritura é mostrar ao povo de Deus como levar uma vida que lhe seja digna e que lhe agrade. Porém um dos aspectos mais negligenciados na busca da santidade é a parte que compete à mente, conquanto o próprio Jesus tenha posto o assunto fora de qualquer dúvida quando prometeu: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É mediante a sua verdade que Cristo nos liberta da escravidão do pecado. De que forma? Onde se encontra o poder libertador da verdade?

Para começarmos, precisamos ter um quadro bem claro do tipo de pessoa que Deus pretende que sejamos. Temos de conhecer a lei moral de Deus e os mandamentos. Como o expressou John Owen: “o bem que a mente não é capaz de descobrir, a vontade não pode escolher, nem as afeições podem se apegar”.. Portanto, “na Escritura o engano da mente comumente se apresenta como o princípio de todo pecado”.

O melhor exemplo disso pode-se encontrar na vida terrena do nosso Salvador. Por três vezes o diabo aproximou-se dele e o tentou no deserto da Judéia. Nas três vezes Ele reconheceu se má a sugestão que lhe fizera Satanás e contrária à vontade de Deus. Três vezes Ele se opôs à tentação com a palavra gegraptai: “está escrito”. Jesus não deu margem a qualquer discussão ou argumentação. A questão já estava decidida, logo de partida, em sua mente. Pois a Escritura estabelecera o que é certo. Este claro conhecimento bíblico da vontade de Deus é o segredo básico de uma vida reta.

Não basta sabermos o que deveríamos ser, entretanto. Temos de ir mais além, resolvendo, em nossas mentes, a alcançá-la. A batalha é quase sempre ganha na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento se transformam. Assim é que, seguidamente, a Escritura nos exorta a uma disciplina mental nesse sentido. “Tudo o que é verdadeiro”, diz ela, “tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

De novo: Se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

De novo ainda: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.

O autocontrole é, antes de tudo, o controle da mente. O que semeamos em nossas mentes, colhemos em nossas ações. “Ler É Viver” foi o lema de uma recente campanha publicitária. É um testemunho do fato de que a vida não consiste apenas em trabalhar, comer, dormir. A mente tem de ser também alimentada. E o tipo de comida que nossas mentes receberem determinará que tipo de pessoa seremos. Mentes sadias têm um apetite sadio. Temos de satisfazê-las com alimento saudável, e não com drogas e venenos intelectuais perigosos.

Há, entretanto, uma outra espécie de disciplina mental a que somos convocados no Novo Testamento. Temos que considerar não somente o que deveríamos ser, mas também o que, pela graça de Deus, já somos. Devemos constantemente nos lembrar do que Deus já fez por nós, e dizer a nós mesmos: “Deus uniu-me com Cristo em sua morte e ressurreição, e assim acabou com a minha velha vida e me deu uma vida completamente nova em Cristo. Adotou-me em sua família e me fez seu filho. Pôs em mim seu Espírito Santo, fazendo de meu corpo seu templo. Também tornou-se seu herdeiro e prometeu-me um destino eterno, consigo, no céu. Isto é o que Ele fez para mim e em mim. Isto é o que sou em Cristo”.

Paulo não se cansa de nos incitar a que deixemos nossas mentes pensar nessas coisas. “Quero que saibais”, ele escreve. “Porque não quero, irmãos, que ignoreis...”E cerca de dez vezes em suas cartas aos Romanos e Coríntios ele profere esta pergunta incrédula: “Não sabeis...” “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus , fomos batizados na sua morte?” Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos...? “Não sabeis que sois santuários de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?

A intenção do apóstolo nesta enxurrada de perguntas não é apenas fazer-nos sentir envergonhados por nossa ignorância. É antes fazer com que nos dizem respeito, as quais de fato nos são bem conhecidas; e que falemos entre nós sobre elas até o ponto em que se apoderem de nossas mentes e moldem o nosso caráter. Não se trata do otimismo de autoconfiança de Norman Vicent Peale, cujo método procura conseguir que façamos de conta que somos algo que não somos. O método de Paulo é nos lembrar do que realmente somos, porque assim nos fez Deus em Cristo.





Fonte: Crer é também pensar, John Stott.

FRASES DE ERICH FROMM






ERICH FROM, MESTRE EM PSICANALISE E DOUTROR EM FILOSOFIA,UM DOS MAIS BRILHANTES PENSADORES DO CRISTIANISMO!

A maior parte das pessoas vê no problema do amor, em primeiro lugar, o problema de ser amado, e não o problema da própria capacidade de amar.


O perigo do passado era que os homens se tornassem escravos. O perigo do futuro é que os homens se tornem autómatos.

A ânsia de poder não é originada da força, mas da fraqueza.


A principal tarefa na vida de um homem é a de dar nascimento a si próprio.

O maior desafio do homem
é dar à luz a si mesmo,
é tornar-se aquilo que ele
é potencialmente.


Ter esperanças é uma condição essencial de ser humano.

Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade:solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.


Saber significa ver a realidade em sua nudez.

Valioso e bom é tudo aquilo que contribui para o maior desdobramento das faculadades específicas do homem e que favorece a vida.Negativo ou mau é tudo que estrangula a vida e paralisa a atividade do homem (...)Vencer sua propia cobiça,amar seu próximo,o conhecimento da verdade(diferente do conhecimento não crítico dos fatos)São as metas comuns a todos os sistemas humanistas filosóficos.

Na medida em que aumentam seus poderes, o homem se torna cada vez mais pobre.

O amor é uma atividade, não um afeto passivo; é um ato de firmeza, não de fraqueza... é propriamente dar, e não receber.

Porque amo a vida.



Texto do Pr.Ricardo Gondim.

Amo a vida porque as cores me fascinam, os gênios me intrigam, as poetisas me seduzem, os santos me quebrantam, os justos me desafiam, os solidários me estimulam.

Amo a vida porque os sabores me esfomeiam, os silêncios me atraem, os mistérios me intrigam, os horizontes me instigam.

Amo a vida porque as mulheres me encantam, os altruístas me humilham, os sábios me instruem, os artistas me animam.

Amo a vida porque não espero o previsível, não aceito a manipulação dos espertos e não convivo com o domínio dos poderosos. Acolho o insólito e enfrento o traumático para não fugir da realidade da dor. Se evito as atrocidades é para nunca afeiçoar-me com o mal.

Amo a vida porque sofro com angústias que não são minhas e abrigo felicidades alheias. Sou paradoxal, salto como a corça e me entoco como a lebre, rujo como o leão e danço como o colibri. Aprendi que posso orvalhar o papel com as lágrimas da poesia e encharcar a camisa com o suor dos ideais.

Amo a vida porque tento entupir o ralo por onde podem descer os poucos dias de minha vida banal. Dissimulo, não quero ver-me consumido com ódios que exigem tanta atenção. Caço as memórias para não deixá-las se esfumaçarem. Comparo-me com os amigos que envelheceram - Meu Deus, eles se desgastaram mais do que eu! Disponho-me a pagar o preço da longevidade. Não invejo o monumento ao soldado desconhecido que recebeu uma coroa de flores do imperador. Não desejo a sorte dos Camelots, John Kennedy, Che Guevara, James Dean, Lady Diana - todos morreram cedo.

Amo a vida porque engasgo com o semblante do noivo no instante em que a porta da igreja se abre para a amada. Emociono-me com o café que incensa a manhã pueril. Ouço a canção da menina desafinada como de uma soprano erudita. Leio o bilhete do presidiário como um tratado filosófico. Acolho as razões da avó como verdades absolutas.

Amo a vida porque perdi a pressa. Desisti das onipotências, abri mão da perfeição e comecei a perceber que Alguém me ama sem que precise provar nada.

18/10/2008

O MEDO A LIBERDADE!






Texto de Heuring Felix

O controle de tudo e de todos,assim nasce o sistema e seus filhos,a inovação prolifera cada dia,mas a bagagem é a mesma,mostrar razões e textos descontextualizados para alicerçar as bases de uma ordem que Jesus abominou categoricamente,algumas intenções são até idôneas,mas o fim é maléfico, o controle de tudo e de todos em uma cadeia que seca e oprime a coisa mais bonita do ser, a liberdade.

A liberdade que não deve ser confundida com a libertinagem, que não deve ser sem responsabilidade e sem coerência, liberdade que está na perspectiva de Jesus e do que de fato ele realmente queria para sua comunidade, liberdade que traz alegria,leveza de ser,democracia e a incentivação dos dons do espírito apregoados ao talento humano.

Deus criou tudo na sua liberdade perfeita , o homem transformou tudo em sufocantes ondas de opressões que afogam o ‘’ser’’,buscando modelos das quais não sobrevivem,mas,arrancam vidas,deixando-as vazias e bitoladas,é assim que funciona o medo daquilo que se tornou o pesadelo dos sistemas religiosos e seus filhos farisaicos, a liberdade de espírito.

O céu é aqui,dentro de você, nada neste mundo pode tirar seus sonhos,suas aspirações,e chamados de Deus para a realização de sua liberdade perfeita. Se pois o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres ? temo que Jesus tenha sido totalmente ignorado, foi no passado,é no presente e provavelmente será futuro; mas, sua liberdade também é inevitável e escatológica,que um dia culminará na redenção da perfeita liberdade e assim nos ajoelharemos diante dele e diremos: ‘’ora vem perfeita liberdade e toma o seu lugar’’!

Os templos religiosos e seus sistemas sufocantes nos imputam o pavor ao pensamento livre do evangelho como sendo evangelho, criam-se oligarquias, hierarquias e dizem que não é por títulos, mas, por respeito e reconhecimento de uma insustentável autoridade que é passada para um pequeno grupo fechado que vomitam seus pensamentos para espalhar o medo as pessoas que são presas aos currais místicos dos elevados celestiais degraus do episcopado; acho que Jesus foi mal entendido quando disse que não há lideres,somente um,não há profetas,não há messias,nem pastores,somente ele,o Cristo vivo filho do eterno e livre Deus!

É uma pena ver pessoas em um caminho que não se volta mais,desaparecendo na neblina da arrogância e do auto engano, é lamentável que entendam vocação como esforço e sacrifício da Cruz,é triste saber que determinadas visões tenha o intuito de gerar números, quando o verdadeiro sentido seria vida e liberdade; proclame terra e Céus exultem em louvores ó linda liberdade em Deus.






Quero a cruz me apegar, na cruz livre cruz, na cruz que é símbolo da liberdade de Jesus praticada no ato de não ser, mas de mostrar ao mundo e a todos que valeu morrer da pior forma para abraçar o amanhecer da liberdade plena em Deus,ali Jesus me salvou,me reconciliou,me sustentou e me trouxe a certeza de que o medo oprime e detém a livre graça; na cruz ficamos nus e voltamos nossos olhos a esperança de um dia tornar o imperfeito na alegria da perfeição,livre perfeição em Deus!

14/10/2008

TV SOL: Prisma Brasil!

OS DEZ TALENTOS




PR. ALEJANDRO BULLÓN


"O texto da mensagem de hoje está em São Mateus 25:14-18: "Pois como será o homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e então partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor."


A lição básica da parábola dos dez talentos é a produtividade, e chamemos de produtividade a uma vida vitoriosa, de transformação de caráter ou de aquisição de virtudes da vida cristã. Enfim, a produtividade na vida do cristão, depende do tipo de relação que o servo tem com o seu Senhor.


Os dois primeiros servos da parábola tinham uma relação de amor e confiança para com seu Senhor. O Senhor acreditava neles e eles o amavam, respeitavam e admiravam. Então, quando o Senhor foi embora, eles trabalharam com os talentos que o Senhor lhes deixou. E quando voltou, eles tinham o dobro, como fruto do trabalho das suas mãos. Mas sua produtividade estava ligada ao tipo de relacionamento que tinham com o Senhor. Já o caso do terceiro servo é completamente diferente. O terceiro servo era um poço de amargura, de ressentimento, de ódio disfarçado. Era servo. Servia, trabalhava para o Senhor, mas no fundo, desejava vê-lo morto. No fundo, falava mal dele, não acreditava nele. E todo esse poço de veneno, pode ser resumido nos versículos 24 e 25 do capítulo 25 do livro de Mateus: "Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhates, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu."


Um servo com medo nunca poderá ser um servo produtivo. A primeira coisa que um servo precisa para produzir, é sentir-se amado, compreendido, aceito. O fruto do sentimento maravilhoso de sentir-se aceito, será a produtividade.


Esta Parábola encerra uma das mensagens mais solenes que o cristão precisa entender: o tipo de relacionamento que Deus quer ter com o ser humano. Às vezes nós nos unimos a uma Igreja pensando que estamos tornando-nos cristãos. No entanto, nunca descobrimos o que é cristianismo. Passamos a vida toda freqüentando uma igreja chamada cristã, mas nunca experimentamos o gozo da vida cristã.


Voltemos por um instante ao Jardim do Éden, quando Deus criou Adão e Eva. Ele não os criou para serem robôs programados para obedecer. Deus os criou para que fossem seus filhos. Deus não quer escravos, quer filhos; seres humanos realizados, valorizados, amados, compreendidos. Se olharmos para a Bíblia, veremos que o relacionamento que Deus teve com Adão e Eva, foi um relacionamento de pai para filho. Todos os dias Deus chegava ao jardim e Adão e Eva jogavam-se nos braços do Pai. Havia uma relação de confiança, de amor, de companheirismo. Sabe quando apareceu o medo? Quando o ser humano tentou fazer-se o deus de sua própria vida. Quando ele usou mal a liberdade que Deus lhe confiara. Porque parte do amor de Deus era a liberdade.


Deus nunca poderia dizer "eu amo meu filho", se o tivesse criado sem liberdade. A expressão de seu amor era a liberdade. Liberdade para fazer o bem ou para fazer o mal. Tem muita gente hoje que pergunta: "Pastor, se Deus sabia que o homem ia pecar, por que que colocou no Jardim do Éden uma árvore da ciência do bem e do mal? Por que colocou a possibilidade do mal?"


Meu amigo, veja bem, se Deus, ao criar o mundo não tivesse colocado diante do homem a possibilidade do mal, o ser humano não seria livre. O ser humano seria escravo do bem. Ele seria bom unicamente porque não existia a possibilidade de ser mau. Ele não teria liberdade, não poderia escolher. Seria como um animal dominado pelo instinto para um determinado tipo de vida, incapaz de decidir. Foi por isso que Deus criou o ser humano livre. Mas, quando ele usou mal a sua liberdade, o texto bíblico nos relata que: "Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim."


(Gênesis 3:8)


Então veio a grande pergunda que vemos no verso seguinte: "E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás?" (Gênesis 3:9)


E desde aquele dia a grande pergunta de Deus tem sido: "Pedro, onde está você? Francisco, Aparecida, Rosa, Maria, Juliana, José, Rubens, onde está você?" E aí vem a resposta do homem. Escondido atrás da árvore, seminu, com vergonha, arruinado, quebrado por dentro, culpado, atormentado pela consciência: "Senhor, tive medo e me escondi."


Meu querido, num cristianismo sadio, não pode haver lugar para o medo. O medo é fruto do pecado. Antes da entrada do pecado não existia medo. Deus nunca desejou que no relacionamento que Ele tivesse com Seus filhos, existisse a palavra medo. O medo é fruto do pecado.


O que acontece em nossos dias, porém, em nome de Deus e em nome da religião? Muitos líderes religiosos estão criando a religião do medo. Ensinam a temer a Deus, ensinam a ver Deus como aquele soberano sentado em Seu trono, com uma vara na mão, olhando para a Terra, com o objetivo de ver quem é o malcriado que se comporta mal, para castigá-lo. Desde criancinhas crescemos com este conceito: se eu for bom, Deus me ama. Se eu não for bom, Deus não me ama. E crescemos pensando assim. E um dia você bate com o carro e a primeira coisa que imagina é: "o que estará errado em minha vida?" Alguém fica doente em sua família e a primeira coisa que você imagina é: "Que pecado oculto haverá em minha vida para que a doença atinja minha família?" Você perde o emprego, e o primeiro pensamento que lhe passa pela cabeça é "Deus está me castigando, porque fiz isto ou aquilo".


O inimigo é terrível! Quando alguma provação chega à sua vida, quando surge algum momento difícil, imediatamente ele faz você lembrar de todas as coisas erradas de seu passado. E a conclusão a que você chega é: eu não presto, estou sofrendo porque Deus está me castigando, não posso orar a Deus porque Ele não ouvirá minha oração.


Querido, a religião do medo é a pior coisa que pode acontecer nesta vida. Sabe por quê? Porque o inimigo vai fazer de tudo para levar você para uma vida de pecado e miséria. Mas, se o inimigo não puder mantê-lo no erro, então vai permitir que você volte para Deus, pelos motivos errados. E um dos motivos errados para você se aproximar de Deus, é o medo. Você nunca pode se aproximar de Deus pelo medo. É por isso que se você é um líder religioso, não pode levar a Igreja a um reavivamento autêntico, provocando medo nas pessoas: "Ah, temos que nos preparar porque os juizos de Deus já estão chegando! Temos que mudar de vida porque senão seremos atingidos pela ira de Deus! Temos que nos preparar porque talvez no ano 2000 Cristo volte à Terra!" Não! Se você se preparar por medo, sua preparação não vale nada. Se você se aproximar de Deus por medo, seu cristianismo não vale nada. Por medo, unir-se a uma Igreja, ser batizado e tentar cumprir tudo que Deus pede, não vale. Por medo, para não sofrer os castigos de Deus, para não receber a maldição, para que tudo vá bem! Mas, sabe quando você vai ver a fragilidade de sua triste religião? Quando chegar o momento da pressão, da provação, das dificuldades.


O terceiro servo da parábola não sabia que tinha medo de Deus. Ele pensava que era mais um servo, mais um membro da Igreja. Ele não sabia que odiava Seu Mestre. Ele não estava consciente do conceito que ele tinha de Deus. As acusações que saíram de sua boca, os impropérios de seu coração apareceram quando chegou o momento do ajuste de contas. Quando viu que o servo que recebera cinco devolvera dez; o que recebera, dois devolvera quatro; e ele que recebera um, não tinha nada. Foi aí que ele confrontou-se com a sua realidade. Ele não amava seu Senhor. Tinha um monte de acusações. Na sua opinião, o senhor era injusto: colhia o que não havia plantado! Cobrava o que não havia semeado. Então disse: "... receoso, escondi na terra o teu talento." (Mateus 25:25)


A minha pergunta é: "qual é o tipo de cristianismo que você pratica? Você tem medo de Deus ou é atraído a Ele pelo seu maravilhoso amor? Que tipo de cristianismo lhe ensinaram? Pois, desde o momento que você entrou na Igreja, tem que se portar direitinho, porque, senão , você poderá receber os castigos divinos? É este o tipo de cristianismo que lhe ensinaram? Então você não entendeu o Evangelho, porque o cristianismo é um relacionamento de amor com o Senhor Jesus. Cristianismo é enamorar-se de Jesus, apaixonar-se por Jesus, entregar-Lhe a vida. Colocar a mão no braço de Jesus e dizer assim: "Senhor, leva-me pelos caminhos desta vida."


Você não pode querer portar-se bem para ser amado. Precisa, primeiro, ser amado para poder portar-se bem. O filho que sente o amor do Pai é o que melhor se desenvolve. Não teme o futuro nem os desafios porque sabe que está ao lado do Pai e Ele o ama com um amor incondicional. A produtividade na vida cristã depende do tipo de relacionamento que você tem com Jesus.


Você acha que só porque caiu uma vez, Deus o detestou? Você acha que porque escorregou cinco, dez vezes, Deus não acredita mais em você? Ah, querido, a Bíblia está cheia de exemplos, de um Pai que espera, que procura, que chama e que não perde as esperanças. Aceite este amor hoje mesmo.

Humanitária, nunca humanista





Texto do Rev. Ariovaldo Ramos

A fé cristã é humanitária e não humanista. O humanismo acredita na bondade intrínseca do homem; já a fé cristã afirma que o homem é mau e constantemente mau o seu desígnio.

Quando a raça humana caiu, tudo o que permaneceu de bom nela é fruto do ato divino de emprestar, aos humanos, algo dos seus atributos comunicáveis.

Ao rompermos com Deus escolhemos ser o oposto dele, logo, escolhemos a maldade como estilo de vida.

Agora, como Deus é o lugar onde vivemos, nos movemos e existimos, ao rompermos com Deus, deveríamos ter deixado de existir, uma vez que fora de Deus nada existe ou pode existir.

Então, ao rompermos com Deus dois milagres aconteceram conosco: 1- fomos mantidos na existência, logo, fomos mantidos em Deus. 2- algo da bondade de Deus foi depositada em nós, de modo que, embora optando pela maldade, continuamos a saber e fazer o bem de várias maneiras.

Essa possibilidade do bem, em nós, não é mais intrínseca à humanidade, é fruto desse depósito de bondade de Deus em nós. Assim, na mesma medida em que não acreditamos que os seres humanos sejam capazes de, por si mesmos, fazer o bem, acreditamos que vale a pena investir na humanidade porque algo da bondade de Deus lhe foi emprestada. O que torna possível a pessoas que não amam a Deus amarem o próximo.

A fé cristã é humanitária, acredita que investir no bem da humanidade vale a pena, porque a bondade de Deus está atuando na humanidade e pela humanidade.

A fé cristã não se ilude com a humanidade, mas, ao mesmo tempo, não perde a esperança na humanidade.

A fé cristã luta pela humanidade porque sabe que essa é a luta de Deus.

TV SOL:GRUPO LOGOS

QUE SAUDADE DAQUILO QUE NÃO VOLTA MAIS!

DINHEIRO: O SANTO GRAAL DOS CRENTES!





Texto Rev. Caio Fabio



Dinheiro na igreja é coisa muito séria.

Sim! Talvez seja a coisa mais séria que exista para os crentes que se reúnem.

Se a igreja não cresce, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja não ama, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja não serve, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja nunca teve ajuda pastoral, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja não ora, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja não conhece a Palavra, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.

Se a igreja tem dinheiro e nunca foi roubada por ninguém, melhor ainda.

Dinheiro é o Santo Graal dos Crentes!

Pode-se ensinar errado, e todos toleram desde que o dinheiro esteja bem protegido.

Jesus, entretanto, tratou o dinheiro conforme disse que o dinheiro era: uma potestade.

Assim, Ele se serve do dinheiro; e apenas isto.

Recebia ajuda financeira de pessoas diversas, especialmente de mulheres, conforme Lucas oito.

Ele, PORÉM, designou Judas para cuidar do dinheiro.

Não era uma tentação para Judas promovida por Jesus. Ao contrario: Jesus confiava em Judas mesmo conhecendo Judas.

Paradoxo. Do contrario, colocar Judas para ser o homem da “bolsa” seria uma tentação diabólica.

E mais:

Jesus deixou Judas se entregar...

Esta é a ética do reino!

Não houve uma comissão designada para auditar as contas de Judas.

Quando se escolhe gente para cuidar de dinheiro comum e doado à expansão do Evangelho, o que se tem que buscar sempre é ter gente séria cuidando do assunto.

Simplesmente isto:

Gente séria. Gente honesta. Gente que ame a Deus e ao próximo. Gente justa e generosa. Gente sensata. Gente boa de Deus.

Sendo assim eu confio sempre. E não preciso de relatórios. Insisto em crer em gente. Persisto crendo que ninguém me engana quando quer me enganar, mas tão somente enganam a si mesmos.

Eu prefiro ser traído e enganado todos os dias porque confio nas pessoas, do que nunca ser enganado porque jamais tenha confiado em ninguém.

E mais:

“Pago” para ver quem é quem na vida, não em um exercício de especulação.
E ainda:

Somente convido para cuidar do dinheiro quem antes já se mostrou justo, generoso, simples e grato na gestão do que é seu. Tal pessoa pode cuidar do que é de todos.

Mas é tudo simples assim.

Afinal, por que teria eu que buscar tomar cuidados diferentes dos de Jesus?
Alguém dirá:

Porque você não é Jesus!

Respondo:

É justamente por esta razão que tenho que ser como Ele nesta área também, pois, não sendo Ele, mais razão tenho ainda para apenas buscar ser como Ele.


Nele,